Curitiba - O comércio varejista no Paraná cresceu 8,90% na comparação entre fevereiro deste ano e de 2003. Esse índice ficou acima do crescimento nacional do setor, que foi de 5,11% no período. Apesar de outros seis estados terem apresentado um crescimento no índice de vendas maior que o Paraná, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), responsável pela divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio, o Paraná está entre as cinco unidades da federação que mais colaboraram para o crescimento nacional do comércio varejista.
Na avaliação do técnico em comércio do IBGE e um dos coordenadores da pesquisa, Nilo Lopes de Macedo, o Paraná está tendo um bom desempenho em função principalmente da agricultura, que está movimentando dinheiro no Estado. ''Todos os estados do Sul estão bem por causa da safra agrícola. Além disso, a economia está em processo de recuperação, o que deve ajudar o comércio daqui para frente'', afirma. Na comparação entre os dois primeiros meses do ano com o mesmo período de 2003, o Estado apresentou um crescimento nas vendas de 9,74%, enquanto o País cresceu 5,56%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o Estado aumentou em 2,34% suas vendas e o Brasil apresentou queda de 2,41% no comércio varejista.
O Paraná também apresenta alta nos resultados dos seis ramos pesquisados pelo IBGE. Na comparação de fevereiro deste ano com 2003, a maior alta foi no setor de veículos, motos, partes e peças (13,79%). No Brasil, esse segmento teve queda de 0,76% no período. Móveis e eletrodomésticos foi o segemento registrou o segundo maior volume de vendas (11,55%), seguido por combustíveis e lubrificantes, com alta de 8,45%, e por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que aumentou em 7,82% suas vendas. Por fim, também cresceram o ramo de hipermercados e supermercados (sem outros produtos junto) com alta de 7,64% e de tecidos, vestuário e calçados, com crescimento de 4,60%.
Para o economista da Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio), Vamberto Santana, o fato de o Estado ter crescido mais no setor automóveis, onde o País teve uma queda, deve-se a uma demanda reprimida dos últimos meses. ''A instabilidade econômica fez com que o consumidor ficasse com medo de fazer grandes aquisições e assumir compromissos com parcelamentos no final do ano passado'', analisa. Já quanto ao setor moveleiro, Santana diz que o Paraná possui um indústria muito forte e por isso competitiva.

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