Rio de Janeiro - Apesar dos juros mais altos e do crédito caro e escasso, o comércio manteve, em setembro, desempenho positivo e fechou o mês com alta de 0,5%, a sétima consecutiva na comparação com o mês anterior.
O ritmo de crescimento em setembro, contudo, é menor do que os registrados nos meses anteriores. Em agosto, a expansão havia sido de 0,9% e em julho, de 2,1%. Os dados foram divulgados nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na comparação com setembro de 2012, o varejo registra, em termos de volume de vendas, acréscimo de 4,1%, Com isso, a taxa acumulada do ano ficou em 3,9%. Já nos últimos 12 meses, o comércio soma uma alta de 4,8%.
Entre as atividades, em sete das dez pesquisadas houve expansão de agosto para setembro, segundo o IBGE.
Os destaques de crescimento ficaram com outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (0,9%); material de construção (0,8%); combustíveis e lubrificantes (0,8%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%); e tecidos, vestuário e calçados (0,0%).
Os resultados negativos ocorreram em móveis e eletrodomésticos (-0,2%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-0,7%); e em veículos, motos, partes e peças (-5,1%).
Contexto econômico
A redução de 5,1% nas vendas de veículos e motos no mês de setembro sobre agosto é reflexo de um contexto econômico menos favorável. "Isso não impede que, no mês seguinte, o setor esteja crescendo", afirmou o gerente da coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Reinaldo Pereira.
A técnica Aleciana Gusmão ressaltou ainda que, apesar da manutenção na disponibilidade de crédito, o endividamento das famílias também pode levá-las a demandar menos produtos duráveis - o que se percebe também em móveis e eletrodomésticos, que tiveram queda de 0,2% em setembro ante agosto. Além disso, as políticas de estímulo, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o programa Minha Casa Melhor, não têm o mesmo impacto ao longo do tempo.
No varejo ampliado, o setor de materiais de construção é o único que continua com bom desempenho. A alta foi de 10,1% em relação a setembro de 2012. Segundo Aleciana, o segmento ainda conta com redução do IPI como fator de impulsão das vendas.

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