Rio de Janeiro - As vendas do comércio varejista em maio tiveram queda de 1% na comparação com o mês anterior, na série livre de influências sazonais (como o número de dias úteis), divulgou ontem o IBGE.
Foi o pior desempenho para o período desde o início da série histórica, em 2000. O setor havia registrado alta de 0,3% no mês anterior (dado revisado), puxado por supermercados. Em relação a maio do ano passado, a perda foi de 9%. No acumulado em 12 meses, a baixa foi de 6,5%.
O resultado de maio foi impactado pelo desempenho do item outros artigos de uso pessoal e doméstico, que engloba as lojas de departamentos, artigos esportivos e brinquedos e teve queda de 2,4% na comparação com abril e de 15,5% em relação a maio de 2015.
Também tiveram impacto negativo as vendas de móveis e eletrodomésticos, que caíram 1,3% em relação a abril e 14,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
"São tipos de consumo que podem ser postergados dadas as restrições no orçamento", afirmou a economista do IBGE Isabella Nunes, para quem o Dia das Mães teve pouca influência no desempenho da atividade em 2016.
Segundo ela, a única atividade que mostrou alguma reação à data foi tecidos e vestuários, que teve alta de 1,5% em relação ao mês anterior. Na comparação anual, o segmento de supermercados e produtos alimentícios, que havia puxado o indicador para cima em abril, teve a principal contribuição negativa no resultado de maio, com queda de 5,6% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

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