Faltando pouco mais de quatro meses para o Natal, o comércio varejista já começa a criar expectativas para a data mais importante do setor. De acordo com uma projeção da Tendências Consultoria, de São Paulo, a estimativa é que as vendas no País sejam em média 4,1% maiores do que no ano passado. Em 2011 , o varejo obteve um crescimento na data de 6,7%, enquanto em 2010 foi de 10,2%. A consultoria considerou a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no índice restrito, que exclui automóveis e materiais de construção.
A Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) projeta um crescimento levemente superior em comparativo ao nacional. Dados da entidade apontam uma elevação de 6% frente ano passado. Em 2011, as vendas entre os comerciantes londrinenses foram apenas 5% maiores do que em 2010.
Para o presidente da Acil, Flávio Balan, o número estimado pela associação é relevante, justificado principalmente pelo grau de endividamento das famílias brasileiras. Números do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) de julho mostram que 43,6% dos brasileiros estão endividados, valor menor do que o mês de junho (46,6%), o que significa que o brasileiro está com maior capacidade de quitar suas dívidas antes de fazer novas. ''O brasileiro está se preocupando em pagar suas contas, principalmente aquelas referentes aos automóveis e a linha branca'', avalia Balan. ''No Dia dos Pais, houve um crescimento de 3% nas vendas da cidade. Portanto, considero este percentual de elevação das vendas do Natal aceitável'', complementa.
Já o Sindicato Patronal do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval) tem uma expectativa bem similar à consultoria paulistana: crescimento em torno de 4% a 5%. O índice é menor em comparativo aos dois últimos anos, mas de qualquer forma a entidade acredita que houve uma sensível recuperação este ano, com dois mil novos postos de trabalho criados no comércio.
Entre os comerciantes, a opinião é que um crescimento de 6% - como prevê a Acil - seria interessante. O gerente da TNG, Sérgio Ronaldo Moda, ressalta que de janeiro até agora as vendas não estão aquecidas. ''Em 2011, cresci 15%. Portanto, se tivermos nossas vendas elevadas em 6%, está de bom tamanho'', avalia ele. Já para a gerente da Boot Store, Glacia Cardeal Francisco, as vendas estão médias este ano, mas sem dúvida ela espera uma melhora até dezembro. ''Acho que o consumidor está em busca de outros objetos de consumo, como carros e viagens, e isso está interferindo um pouco no comércio'', decreta. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Vendas no Natal devem crescer entre 4% e 6%
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