Curitiba - As vendas do comércio tiveram queda de 0,4% no Paraná em março comparado ao mesmo mês do ano passado. No entanto, no primeiro trimestre do ano, o desempenho do setor foi positivo e atingiu um crescimento de 3,1%. No País, também houve crescimento de 4,1%.
A combinação de inadimplência alta e inflação elevada reduziu o poder de compra da população. O diretor comercial da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcelo Ontivero, disse que o consumidor está mais endividado e não tem conseguido saldar compromissos que foram realizados com prazos mais longos em 2010, quando os juros estavam menores.
Os lojistas também estão mais cautelosos e analisando melhor o crédito. Segundo ele, a inadimplência teve uma alta de 3,5% em março em comparação a fevereiro e atingiu 5,58% no mês de março.
Segundo ele, as medidas de restrição ao crédito adotadas pelo governo federal também foram responsáveis pela diminuição nas vendas. Ontivero está otimista em relação as vendas de 2011. Para ele, as vendas devem ter um crescimento de 10% neste ano. ''Mesmo com as restrições ao crédito, o consumidor vai continuar comprando'', disse. Um termômetro para isso foram as vendas do Dia das Mães que cresceram 15% em Londrina.
Quase todos os setores tiveram queda nas vendas em março no Paraná. Combustíveis e lubrificantes venderam 6% menos, hipermercados e supermercados fecharam com -0,5%, tecidos, vestuário e calçados -3%, livros, jornais, revistas e papelaria -12,1%, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação -22,3%, artigos de uso pessoal e doméstico -3,5% e veículos, motocicletas e peças -3,4%.
Ontivero disse que a queda grande no setor de materiais de escritório e informática foi provocada pelo adiamento das compras destes produtos. Já a área de hipermercados e supermercados acabou com redução de vendas por conta da alta dos preços dos alimentos.
A pesquisa mensal de comércio realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que apenas os setores de móveis e eletrodomésticos e artigos farmacêuticos, médicos, de perfumaria e cosméticos tiveram alta nas vendas, de 6,4% e 14,9%, respectivamente.

mockup