Curitiba - A variação das vendas no comércio varejista de todo o País foi de 1,32% em fevereiro, se comprado ao mesmo período do ano passado. A receita nominal das vendas teve um crescimento maior, de 7,71%. No ano, o comércio varejista acumula alta de 3,84% nas vendas e de 10,39% na receita nominal. No comércio varejista ampliado que inclui os índices de veículos, motos, peças e partes, material de construção os índices foram ainda melhores. Fecharam em 3,93% no acumulado do ano.
Os maiores impactos positivos em fevereiro ficaram por conta dos livros, jornais, revistas e papelaria (4,56%), artigos de uso pessoal e doméstico (10,06%), móveis e eletrodomésticos (16,10%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (33,78%). As principais taxas negativas foram verificadas nos combustíveis e lubrificantes (-8,65%), veículos e motos, partes e peças (-2,03%), tecidos, vestuário e calçados (-1,02%).
De acordo com a coordenadora de pesquisas de serviços e comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), órgão responsável pela divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), Vânia Maria Carelli Prata, com as facilidades encontradas no mercado para crédito ao consumidor (desconto em folha e aumento do prazo de pagamento) e com o efetivo aumento da massa salarial, a atividade móveis e eletrodomésticos continuou apresentando em fevereiro um resultado significativo.
''O desempenho da economia no ano de 2004, caracterizado por certa estabilidade, favoreceu a um maior planejamento por parte dos consumidores'', pontuou ela, na pesquisa. Os seis maiores resultados do comércio varejista em termos de volume de vendas em relação a fevereiro de 2004 foram de Rondônia (32,99%), Acre (25,11%), Sergipe (23,18%), Amazonas (21,98%), Paraíba (20,78%) e Maranhão (20,42%). Apenas três estados tiveram variação mensal de vendas no comércio varejista negativa: São Paulo (-3,88%), Minas Gerais (-1,91%) e Paraná (-0,58%).
No Paraná, as vendas no comércio varejista em volume cresceram na média acumulada no ano em 3,27%. Nos últimos 12 meses, a alta foi de 10,21%. Influenciaram o resultado negativo das vendas paranaenses os setores de combustíveis e lubrificantes (-12,64%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,16%). Tiveram bom desempenho em fevereiro os setores de móveis e eletrodomésticos (24,67%) e materiais de construção (24,04%).

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