Vendas no comércio do PR sobem 6,95%
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 15 de março de 2005
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - As vendas no comércio varejista do Paraná cresceram 6,95% em janeiro de 2005, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O índice paranaense se aproxima do nacional, já que as vendas do comércio brasileiro como um todo aumentaram 6,24%. Já a receita nominal (o dinheiro que entra no comércio) do varejo do Estado cresceu 13,88% entre os dois períodos. No Brasil o crescimento da receita nominal foi de 12,96%. A pesquisa, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), engloba oito dos principais setores do comércio varejista.
Segundo o assessor econômico da Federação do Comércio do Estado do Paraná (Fecomércio-PR), Vamberto Santana, esta alta é bastante significativa para um mês como janeiro, quando o comércio tradicionalmente vende menos. ''O início do ano é quando se vende menos porque as pessoas já gastaram muito no fim do ano e muita gente viaja também. Essa alta mostra que o crescimento da economia está se consolidando. Além disso é um indicativo de que essa alta deve continuar nos próximos meses'', afirmou. Santana ressaltou que cerca de 50% destas compras geralmente são feitas a prazo e isso significa que o consumidor está confiante de que vai continuar tendo renda para honrar os compromissos.
Entre os setores pesquisados pelo IBGE o maior crescimento foi registrado entre os hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com alta de 11,57% nas vendas na comparação de janeiro de 2005 e 2004. Para Santana um dos motivos deste crescimento foi o fato de muitos supermercados abriram no início do ano e vieram com ofertas para chamar o consumidor. O segundo maior crescimento foi no segmento de eletrodomésticos, com alta de 9,61% nas vendas. ''Isso mostra o aquecimento da economia, já que as pessoas estão renovando os equipamentos domésticos'', explicou o economista. O setor de combustíveis e lubrificantes também registrou alta (1,12%).
Quanto à alta da receita nominal, que foi o dobro do índice de alta das vendas, Santana explica que esse número está de acordo com a inflação do período. Segundo ele, de janeiro do ano passado ao mesmo mês deste ano o índice médio de inflação no Brasil foi de 12%. ''Os preços acabaram inflacionamento nesta mesma média. E a inflação come quase todo o lucro do empresário'', explicou o economista. A maior receita nominal foi registrada no setor de móveis e eletrodomésticos, com alta de 16,95%, e a menor no setor de livros, jornais e papelaria, com queda de 40,28% na receita. Dos outros seis segmentos pesquisados, apenas o setor de material para escritório, informática e comunicação também apresentou receita negativa (-6,66%).


