O aumento no volume de exportações ajustou a oferta e a demanda de frango no mercado interno e melhorou o preço do produto. Segundo o médico veterinário Roberto de Andrade Silva, técnico do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), anteontem o quilo da ave viva estava cotado em R$ 1,14. Na primeira semana de outubro, o quilo custava R$ 1,05. O Paraná, maior produtor brasileiro, processou, de janeiro a setembro deste ano, 560,1 mil toneladas de frango.
Silva explicou que a reação dos preços não acompanhou o aumento no custo de produção, estimado em R$ 1,15 em setembro. A despesa foi inflacionada pela alta nos preços da soja e do milho, cujas cotações são indexadas ao dólar. Domingos Martins, do Sindiavipar, relatou que a situação se agrava pela diminuição na área de milho para a próxima safra, o que reduz a oferta do produto. ``A esperança é que a safra do milho safrinha seja boa``, afirmou.
O presidente do Sindiavipar revelou ainda que o aumento no custo de produção não foi repassado para o consumidor. ``Os estoques de alimento das indústrias devem durar até março``, disse. A expectativa é que no próximo ano o câmbio abaixe, diminuindo a despesa. ``Além disso, a safra de verão deve melhorar os preços do milho e da soja para o comprador``, comentou.

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