Vendas industriais de materiais de construção crescem 13,8%
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Com perspectiva de aquecimento da indústria e do comércio na área de construção civil, as vendas industriais de materiais de construção das fábricas para os fornecedores tiveram aumento de 13,8% no mês de março, em relação ao registrado em fevereiro deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O aumento pode refletir no comércio varejista nos próximos meses.
Os dados apresentam cenário positivo, porém mais modesto, também no comparativo entre março de 2013 e o mesmo mês de 2012, com aumento de 0,8%, além do acumulado do ano, que apresenta alta de 1,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, de acordo com a Abramat, o acumulado do ano estaria abaixo da estimativa traçada para todo o ano de 2013, que é de 4,5% até dezembro.
Otimismo
As vendas das indústrias para os fornecedores, apesar de não terem impacto direto no varejo, mostram uma boa perspectiva para os lojistas, segundo o presidente da Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção do Estado do Paraná (Fecomac-PR), Rogério César Martini.
O presidente da entidade acredita que em um prazo de 30 a 60 dias o comércio vai absorver essa alta, que, entretanto, terá um índice mais baixo nas vendas diretas aos consumidores, em torno de 6% a 8%. "O comércio tem acompanhado o que a indústria mostra, mas reage de uma forma mais lenta. Porém, é um cenário animador para os próximos meses", acredita.
O gerente de marketing e vendas da rede Balaroti de materiais de construção, Eduardo Balarotti, também confirma a possibilidade de aumento nas vendas no varejo. Ele prevê que somente durante o segundo semestre será possível ter uma reação mais positiva, por causa do endividamento das famílias. "No segundo semestre não tem pagamento de impostos, como o IPTU, material escolar ou contas de início de ano, o que anima o comércio para o aumento das vendas". Ele acredita que os produtos de acabamento, como azulejos, pisos e revestimentos devem apresentar altas mais expressivas nos próximos meses.
Martini, da Fecomac, ainda acrescenta que o mercado da construção civil pode reaquecer a economia por causa das medidas tomadas pelo governo federal de incentivo ao crescimento econômico, além da aproximação da Copa do Mundo no setor das grandes obras. "Esperamos que até dezembro haja aumento de 5% a 6% nas vendas diretas ao consumidor".



