Com perspectiva de aquecimento da indústria e do comércio na área de construção civil, as vendas industriais de materiais de construção – das fábricas para os fornecedores – tiveram aumento de 13,8% no mês de março, em relação ao registrado em fevereiro deste ano, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). O aumento pode refletir no comércio varejista nos próximos meses.
Os dados apresentam cenário positivo, porém mais modesto, também no comparativo entre março de 2013 e o mesmo mês de 2012, com aumento de 0,8%, além do acumulado do ano, que apresenta alta de 1,7% no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entretanto, de acordo com a Abramat, o acumulado do ano estaria abaixo da estimativa traçada para todo o ano de 2013, que é de 4,5% até dezembro.

Otimismo
As vendas das indústrias para os fornecedores, apesar de não terem impacto direto no varejo, mostram uma boa perspectiva para os lojistas, segundo o presidente da Federação das Associações de Comerciantes de Material de Construção do Estado do Paraná (Fecomac-PR), Rogério César Martini.
O presidente da entidade acredita que em um prazo de 30 a 60 dias o comércio vai absorver essa alta, que, entretanto, terá um índice mais baixo nas vendas diretas aos consumidores, em torno de 6% a 8%. "O comércio tem acompanhado o que a indústria mostra, mas reage de uma forma mais lenta. Porém, é um cenário animador para os próximos meses", acredita.
O gerente de marketing e vendas da rede Balaroti de materiais de construção, Eduardo Balarotti, também confirma a possibilidade de aumento nas vendas no varejo. Ele prevê que somente durante o segundo semestre será possível ter uma reação mais positiva, por causa do endividamento das famílias. "No segundo semestre não tem pagamento de impostos, como o IPTU, material escolar ou contas de início de ano, o que anima o comércio para o aumento das vendas". Ele acredita que os produtos de acabamento, como azulejos, pisos e revestimentos devem apresentar altas mais expressivas nos próximos meses.
Martini, da Fecomac, ainda acrescenta que o mercado da construção civil pode reaquecer a economia por causa das medidas tomadas pelo governo federal de incentivo ao crescimento econômico, além da aproximação da Copa do Mundo – no setor das grandes obras. "Esperamos que até dezembro haja aumento de 5% a 6% nas vendas diretas ao consumidor".

Imagem ilustrativa da imagem Vendas industriais de materiais de construção crescem 13,8%
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