Vendas fracas preocupam sorveterias
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quinta-feira, 29 de janeiro de 2004
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
Os empresários londrinenses do setor de sorvetes não estão muito satisfeitos com as vendas obtidas durante essa época do ano, a mais propícia para o consumo do produto. Alguns chegam a calcular em 50% a queda nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Os empresários entrevistados foram unânimes em afirmar que a situação econômica do País é a principal responsável pela diminuição no consumo de sorvete.
A empresária Lala Rodrigues está tão desanimada que está vendendo sua sorveteria. Ela acredita que a redução nas vendas está relacionada aos problemas sociais do País, onde muitos enfrentam dificuldades para comprar alimentos, como arroz e feijão, e não têm condições de tomar sorvete. Apesar do pessimismo, Lala prevê que no mês de fevereiro, com o término das férias escolares, haverá uma melhora no setor. ''No inverno, a situação será pior ainda'', completou.
Para Rodrigues, a proposta da Associação Brasileira das Indústrias de Sorvetes (Abis) de incluir o produto na merenda escolar pode ser uma boa solução para o setor. Ela frisou que falta um pouco mais de divulgação em relação aos benefícios que o produto pode trazer à saúde das pessoas.
O responsável pela parte de convênios e eventos de uma rede de sorveterias, Ricardo Tombelli, observa que existe um grande mercado a ser explorado pelos empresários do setor. Ele lembrou que há alguns anos, o consumo per capita era ainda menor, cerca de 2 litros/ano. ''As vendas não estão sendo as esperadas'', afirmou Tombelli, cuja empresa produz 1,5 mil kg de sorvete por dia.
O empresário Taízo Furuta entende que o comércio em geral está bastante retraído. Ele afirmou que o governo está mais preocupado com a inflação que com o crescimento da economia, o que vem diminuindo o consumo. Sobre a intenção da Abis de colocar o sorvete como parte da dieta do brasileiro, ele entende que essa conscientização não ocorrerá em um curto espaço de tempo. Para atrair o cliente para sua sorveteria, Furuta é obrigado a inovar. Um exemplo é a taça de colegial oferecida gratuitamente a aniversariantes. ''Qualquer tentativa é válida'', declarou.


