Vendas em supermercados caem 10,1%
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quarta-feira, 26 de abril de 2006
Das agências 
São Paulo - As vendas do setor supermercadista registraram, em termo reais, queda de 10,1% em março, na comparação com março de 2005, de acordo com dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Supermercados
(Abras). Na comparação com fevereiro, houve um acréscimo
de 6,25%.
A queda sobre março de 2005 foi motivada principalmente pelo efeito calendário, pois a Páscoa no ano passado caiu em março, tornando a base de comparação forte. Naquele mês, as vendas do setor haviam subido 13,07%. O avanço na comparação com fevereiro se deve ao maior número de dias úteis.
Com esse desempenho em março, o setor acumula no trimestre uma queda de 4,83% sobre o mesmo período de 2005. Em termos nominais, as vendas recuaram 5,31% em março sobre o mesmo mês de 2005 e avançaram 6,71% sobre fevereiro deste ano. No trimestre, o faturamento nominal subiu 0,40%.
Em 2005, a Abras considerou que o setor obteve crescimento positivo. Nos três primeiros meses, o setor acumulou crescimento de 8,63%. A expectativa de vendas para este ano é de 2% a 3%. Entre os motivos que explicariam esse futuro incremento nas vendas estão a queda na taxa de juros, a nova tabela do Imposto de Renda e o aumento salário mínimo de R$ 300 para R$ 350.
O AbrasMercado -índice de preços da Abras - registrou alta de 0,41% ante o mês anterior e passou a corresponder a R$ 192,14. A cesta AbrasMercado monitora mensalmente preços de 35 produtos de alto consumo -alimentos (incluindo cerveja e refrigerante), higiene, beleza e limpeza- em 320 lojas de 19 Estados.
Ranking - O faturamento do setor em 2005 foi de R$ 106,4 bilhões, o que representa uma alta de 7,8% em termos nominais sobre 2004 e de 0,9% em termos reais. O Grupo Pão de Açúcar é a maior empresa do setor, de acordo com o ranking elaborado pela Abras. Com faturamento de R$ 16,16 bilhões, a companhia detém 15,2% do mercado, contra 11,8% do segundo colocado, o Carrefour, que faturou R$ 12,54 bilhões. O terceiro colocado, com faturamento de R$ 11,73 bilhões, foi o Wal-Mart, com 11% de participação. As demais redes têm faturamento abaixo de R$ 1,4 bilhão e participação em torno de 1%. As cinco maiores empresas do setor respondem por 40,5% do mercado; as dez maiores, por 45,4%; e as 20 maiores, por 50,6%.


