Vendas em Londrina crescem 20%
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terça-feira, 05 de agosto de 2003
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
O setor de revendas de automóveis em Londrina apresentou um aumento de 20% no mês passado. Foram emplacados 840 veículos leves, contra 700 registros em junho. Apesar das vendas terem sido superior ao desempenho do setor no País que cresceu 13,5% em julho com relação ao mês anterior , as concessionárias que atuam na cidade divergem quanto às causas do bom desempenho.
Enquanto algumas empresas investem em estratégias de marketing e diversificação de produtos, outras creditam o desempenho à recuperação de mercado frente a junho, considerado um dos piores períodos nos últimos cinco anos no segmento.
A Metronorte, concessionária Chevrolet para Londrina e região, foi uma das revendas que obteve boas vendas no mês passado. Foram comercializadas 281 unidades contra 213 no mês anterior. Mesmo comparando as vendas ocorridas nesse ano em relação a 2002, o aumento registrado foi de 50%. ''Acredito que a agressividade no merketing e nosso mix de produtos ajudaram no crescimento de vendas no mês'', avalia o gerente de vendas da concessionária, Valdir Rezende.
Sobre a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Rezende comentou: ''É uma medida que vai colaborar para o reaquecimento das vendas sem criar bolhas inflacionárias.''
A Mizumi, revendedora Mitsubishi para Londrina, também comemorou bons resultados em julho, com a reação de 30% nas vendas em relação ao mês anterior. Fontes ligadas à marca afirmam que tal crescimento deve-se ao bom desempenho do setor agrícola da região. ''Na verdade, sofremos influência direta das oscilações do dólar, que subiu um pouco, mas deve se estabilizar'', comentou a fonte, que preferiu não se identificar.
Já a concessionária da Ford em Londrina, Tropical Automóveis, registrou reação nas vendas de veículos pesados. ''Crescemos 40% em julho'', informou Marcos Valério, gerente de vendas da marca.
Na Norpave, consessionária Volkswagem, o gerente de vendas Odenil de Oliveira, acredita que o crescimento poderia ter sido maior, não fossem as especulações em torno da taxa Selic, que determina os valores para financiamentos. ''Mesmo assim, aumentamos nossas vendas em 12% com relação a junho e 12% comparado a julho de 2002'', compara. Para ele, junho foi o pior mês dos últimos cinco anos.


