As vendas no comércio de Londrina em dezembro superaram em 22,52% as do mesmo mês ano passado. A informação surpreendeu positivamente a direção da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), entidade que administra os serviços de proteção ao crédito da Cidade. Os dados referentes a dezembro só foram fechados na segunda-feira, após o repasse das consultas feitas por empresas que atuam em Londrina, mas mantêm suas centrais de análise de crédito em outras cidades, principalmente São Paulo.
''As parciais de dezembro, considerando os dados das empresas que consultam o SCPC aqui, indicavam um crescimento de 8%. Mas o desempenho dos estabelecimentos maiores puxou esse índice para mais de 22%'', afirma o presidente da Acil, José Augusto Rapcham. As empresas de Londrina fizeram, ao todo, 179.953 consultas ao SCPC no último mês de 2005. Esse é o maior volume para o mês do Natal verificado desde 1992, quando a entidade passou a consolidar esse tipo de verificação. Em dezembro de 1992, o SCPC atendeu 103.098 consultas dos estabelecimentos associados.
O resultado de dezembro também puxou para cima o total de consultas de 2005, que ficou em 1.343.396 - 8,01% acima do ano anterior. Novamente, na avaliação de Rapcham, foi um desempenho excelente, considerando que o ano foi difícil para o varejo, por conta dos juros altos, da estanqueidade financeira governamental, da falta de investimentos e da voracidade tributária do governo.
''Ainda estamos analisando as razões do ótimo desempenho do comércio de Londrina no último mês do ano, mas já podemos adiantar que a campanha Londrishow teve uma participação determinante nesses resultados'', diz Rapachan, referindo-se à campanha promocional lançada em julho pela entidade e que se estendeu, em sua primeira fase, até dezembro. Houve uma presença muito forte de consumidores de outros municípios e regiões em Londrina, reforçando a característica de pólo comercial da Cidade.
Uma característica igualmente importante mostrada pelos dados da Acil, acrescenta Rapcham, foi o crescimento de vendas das empresas de grande porte, bem superior ao do pequeno varejo. ''Esse é um dado sobre o qual vamos nos debruçar, porque os pequenos estabelecimentos têm um papel fundamental em qualquer economia e são na realidade os grandes geradores de empregos. Não podemos perder de vista esses comerciantes, em sua maioria empresas tradicionais e familiares''.

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