São Paulo - Outro fator que impulsionou os investimentos na previdência privada, segundo Halfeld, foi o esforço de vendas dos bancos. Todas as grandes instituições têm empresas de previdência que distribuem seus produtos na rede bancária. ''Os gerentes têm metas mensais a cumprir e atraem o cliente em operações de ''reciprocidade'', observa. Na renovação do limite do cheque especial, por exemplo, o cliente é convidado a entrar em um plano de previdência.
O problema, segundo o consultor, é que os investidores atraídos dessa forma acabam desistindo da aplicação no meio do caminho. Segundo dados da Susep, no ano passado foram resgatados R$ 1,5 bilhão dos PGBLs. Isso equivale a 36,8% do valor total dos aportes feitos naquele ano nesses planos.
É nessa hora que muitos tomam um susto: ao sacar a aplicação, o investidor tem de pagar o imposto de renda. Dependendo do volume de recursos, ele poderá deixar até 27,5% das suas economias para o fisco. ''Plano de previdência é aplicação de longo prazo, quem sair antes perde dinheiro'', diz o consultor William Eid, da FGV.

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