Vendas do varejo sobem 0,5% em setembro ante agosto, revela IBGE


Daniela AmorimAgência Estado
Daniela AmorimAgência Estado
Recuperação do comércio ainda não compensou as perdas do passado
Recuperação do comércio ainda não compensou as perdas do passado | Fábio Alcover



Rio - As vendas do comércio varejista subiram 0,50% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta terça-feira, 14, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na comparação com setembro de 2016, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 6,4%. As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,3% no ano e queda de 0,6% em 12 meses. No varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 1,00% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal.
Na comparação com setembro de 2016, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado cresceram 9,3% em setembro de 2017. As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 2,7% no ano e redução de 0,1% em 12 meses.
Segundo Isabella Nunes, gerente na Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, o varejo confirmou em setembro que há uma recuperação no setor, mas ainda gradual. O aumento no ritmo de vendas no mês foi visível em setembro em todas as comparações da Pesquisa Mensal de Comércio.
O volume vendido, porém, ainda está 8,5% abaixo do patamar mais elevado, alcançado em novembro de 2014. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, as vendas estão 14,8% abaixo do pico registrado em agosto de 2012. "O varejo aumentou o ritmo das vendas, mas não foi capaz de recuperar as perdas do passado", observou Isabella.
Em setembro, a alta de 6,4% no varejo restrito em relação a setembro do ano passado foi o melhor desempenho desde abril de 2014. O movimento foi puxado pelo avanço de 6% no volume vendido por hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que também tiveram o avanço mais expressivo desde abril de 2014. O setor é estimulado pela redução nos preços dos alimentos consumidos em casa e pela ligeira melhora no mercado de trabalho. "Alimentos no domicílio estão com deflação de 5,3% (em 12 meses até setembro pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), enquanto a inflação geral está positiva em 2,5% no período", disse Isabella.
Quanto ao mercado de trabalho, o pequeno aumento no total de postos de trabalho elevou também a massa de salários em circulação na economia. "Portanto, a maior renda disponível e a deflação de alimentos beneficiaram o setor de alimentos, que mostra resultado positivo. Foi o setor que mais respondeu ao aumento das vendas", apontou a pesquisadora.
A renda mais alta também ajudou nas demais atividades com avanços em setembro ante setembro de 2016: Móveis e eletrodomésticos(16,6%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,8%), Tecidos, vestuário e calçados(11,7%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (8,3%). "Eles estão respondendo a essa mesma lógica de aumento de massa de salários", afirmou Isabella.
Houve perdas, porém, em Combustíveis e lubrificantes (-4,1%), Livros, jornais, revistas e papelaria (-6,4%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,0%). "Os preços dos combustíveis estão evoluindo acima da inflação, livros e papelaria também", disse.
No varejo ampliado, o avanço de 9,3% ante setembro de 2016 foi a taxa positiva mais elevada desde outubro de 2012. O segmento de Veículos, motos, partes e peças apresentou avanço de 10,8%, enquanto Material de construção cresceu 15,5%."O varejo teve um mês de setembro forte", concluiu a gerente do IBGE.


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