Curitiba - Os levantamentos realizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP) mostram que as vendas do setor varejista de combustíveis estão em crescimento. No ano passado, as distribuidoras de combustíveis venderam 2,403 milhões de metros cúbicos de gasolina para os postos do Paraná, contra 1,885 milhão em 2010, o que representa um aumento de 27,43%. Só em setembro, (último dado disponível) as distribuidoras venderam 226.617 metros cúbicos de gasolina contra 213.003 no mesmo mês de 2011, o que significa um aumento de 6,39%.
No caso do etanol, o volume vendido em setembro deste ano foi de 69.518 metros cúbicos contra 53.725 no mesmo mês do ano passado ou um aumento de 29,39%.
A venda de combustível acompanha o aumento da comercialização de veículos evidenciada nos dados divulgados ontem pela Fenabrave. Um dos principais motivos para o aquecimento do setor de automóveis é o incentivo que o governo federal ofereceu com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).
Na semana passada, a margem de lucro dos postos para a gasolina subiu 60% em Curitiba e passou de R$ 0,20 para R$ 0,32 em relação à semana anterior de 21 a 27 de outubro. O preço médio nas distribuidoras caiu de R$ 2,25 para R$ 2,24. Em Londrina, a margem de lucro para a gasolina tem se mantido estável em R$ 0,40 e o preço médio na distribuidora tem ficado em R$ 2,37.
No caso do etanol, a margem de lucro dos proprietários de postos passou de R$ 0,20 para R$ 0,29 comparando as semanas de 21 a 27 de outubro e de 28 de outubro a 3 de novembro, respectivamente. O aumento, neste caso, foi de 45% enquanto o preço médio praticado pelas distribuidoras caiu de R$ 1,61 para R$ 1,57 no mesmo período de comparação. Em Londrina, a margem de lucro tem se mantido em R$ 0,23 no etanol e o preço médio nas distribuidoras em R$ 1,63. O presidente do Sindicombustíveis-PR, Roberto Fregonese, foi procurado pela reportagem para falar sobre o assunto, mas estava em viagem.

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