Imagem ilustrativa da imagem Vendas do Dia dos Pais caem 5,2%
| Foto: Gustavo Carneiro/13-08-2016
Em Londrina, empresários ouvidos pela Acil apontaram uma alta no tíquete médio de R$ 90 para R$ 120 neste Dia dos Pais



As vendas do comércio para o Dia dos Pais caíram 5,2% na comparação com a mesma data no ano passado no País, mostra levantamento da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). No ano passado, já havia sido observado um recuo interanual de 0,8% no resultado. Os resultados mostram que o Dia dos Pais teve um desempenho em linha com as outras datas comemorativas e não traz boas notícias ao varejo. As dificuldades que ainda estão no cenário, como juros elevados, mercado de trabalho deteriorado e inflação alta, continuam impactando negativamente o setor, segundo a nota.
Já pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com o SPC Brasil aponta que as vendas a prazo na semana que antecedeu o Dia dos Pais caíram 7,15% este ano na comparação com 2015. Em 2015 a queda na mesma base de comparação havia sido ainda maior, de 11,21%.
Em Londrina, não foi realizado levantamento sobre as vendas da semana passada. Mas ontem, a Associação Comercial e Industrial (Acil) fez uma pesquisa informal com alguns lojistas e, segundo o superintendente Diego Menão, eles demonstraram satisfação com o Dia dos Pais. "Houve algum crescimento em relação ao ano passado. Não não em todos os setores. Alguns apresentaram respostas satisfatória."
De acordo com Menão, os empresários ouvidos apontaram alta no tíquete médio de R$ 90 (em 2015) para R$ 120 agora. "Acho que o fato demonstra perspectivas de melhoras para o fim do ano." O Dia dos Pais é a primeira data comemorativa do segundo semestre, e por mais que fique atrás do Natal, Dia das Mães e Dia dos Namorados no volume de vendas, funciona como um termômetro para as próximas datas.
Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a intenção de presentear ainda é alta, mas neste ano, ao contrário do que aponta a Acil, houve um redirecionamento para os presentes mais baratos e geralmente pagos à vista. Para o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, as incertezas com relação ao emprego e os rumos da inflação têm impactado nos compromissos financeiros, como o parcelamento de compras. (Com agências)

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