As vendas do comércio varejista cresceram 2,26% em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo divulgou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Houve uma pequena retração (-0,06%) nas vendas no primeiro trimestre, contra o mesmo período de 2000. O técnico do Departamento de Comércio e Serviços do IBGE, Guilherme Telles, disse que o decréscimo deve-se ao menor número de dias úteis de fevereiro neste ano, na comparação com o ano passado, o que acabou afetando o resultado acumulado dos três primeiros meses.
Telles afirmou que houve uma real expansão do setor neste ano, como resultado da boa conjuntura macroeconômica do primeiro trimestre. Como exemplo, ele citou a receita nominal de vendas (quanto o comércio arrecadou, sem desconto da inflação), que cresceu 9,12% em março e 6,51% no primeiro trimestre, sempre na comparação com o mesmo período do ano passado.
O crescimento das vendas do comércio em março foi impulsionado especialmente pelos segmentos de móveis e eletrodomésticos (aumento de 10,43% sobre março de 2000); veículos, motos, partes e peças (20,66%) e pelos super e hipermercados, que registraram elevação de 4,25% no período. No trimestre esses segmentos também registraram desempenho positivo, com aumento de 3,71% para os super e hipermercados; 10,48% para motos e veículos e, ainda, 7,05% para móveis e eletrodomésticos.
Em São Paulo, o comércio teve um fraco desempenho, com crescimento de 0,21% em março, bem inferior à média do País (2,26%). No trimestre, houve queda de 1,93%. Os resultados no Estado foram reflexo do comportamento do grupo denominado ‘‘demais artigos de uso pessoal’’, do qual são parte produtos farmacêuticos, material de informática e discos, com queda de 8,77% de vendas na região em março.
O segmento apresentou um desempenho ruim também na média do País, com redução de 2,26% em março e 6,56% no trimestre. Houve também significativo decréscimo no volume de vendas de combustíveis e lubrificantes (-6,19% em março e -8,78% no trimestre).

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