Vendas do comércio do PR crescem 1,14% em fevereiro
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segunda-feira, 14 de abril de 2003
Rosana Félix<br> Equipe da Folha 
Curitiba As vendas do comércio paranaense se recuperaram em fevereiro, depois de dois meses de queda, e tiveram aumento de 1,14% no volume negociado em comparação com fevereiro de 2002. Já o comércio nacional não conseguiu se levantar e apresentou a terceira queda consecutiva (-1,98%). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou os dados ontem, o desempenho foi alterado por causa do calendário, já que neste ano o Carnaval foi em março.
De acordo com o técnico do Departamento de Comércio e Serviços do IBGE, Nilo Lopes, o Carnaval sempre prejudica as vendas do varejo. ''Essa recuperação do Paraná pode ser um efeito do calendário, já que em fevereiro deste ano o comércio não foi afetado pelo Carnaval'', relatou.
Já são esperadas quedas nas vendas em março, tanto do varejo regional quanto do nacional, também por causa do efeito calendário. ''Além do Carnaval ter sido em março, puxando as vendas para baixo, no ano passado as vendas da Páscoa se concentraram em março, o que neste ano não vai acontecer'', explicou.
Os setores que se destacaram no comércio paranaense foram o de móveis e eletrodomésticos, com aumento nas vendas de 7,95%; combustíveis e lubrificantes, 4,54%; demais artigos de uso pessoal, 4,8%; e tecidos, vestuário e calçados, com 0,87%. O setor de hipermercados e supermercados teve queda no volume de vendas de -2,49%.
As vendas paranaenses nos últimos 12 meses apresentam alta de 1,02%, sendo que o desempenho nacional é negativo em 0,46%. No primeiro bimestre de 2003, o varejo regional teve queda de 0,20%, enquanto que o nacional apresentou retração de 3,47%. ''Esse cenário de queda era esperado porque persistem fatores como juros altos, câmbio em alta, pelo menos até meados de março, e o agravante da inflação'', disse Lopes.
Vinte dos 27 estados do País apresentaram queda no volume de vendas em fevereiro. Os maiores impactos negativos ocorreram em São Paulo (-2,95%), Bahia (-9,30%), Rio Grande do Sul (-3,12%) e Espírito Santo (-11,37%). Já a receita nominal de vendas de fevereiro cresceu 19,36%, devido ao aumento de preços, de acordo com o IBGE.


