Curitiba - As vendas do comércio do Paraná tiveram um crescimento de 7% em 2011. O resultado do Estado ficou inclusive acima da média nacional que fechou em 6,7%. No mês de dezembro, o crescimento foi de 12,8% no Paraná e de 6,7% no País. Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No comércio varejista ampliado que inclui veículos e material de construção, o crescimento no ano foi de 8,8% e, em dezembro, de 10,3% no Paraná.
Os setores que puxaram o índice foram artigos farmacêuticos e cosméticos com crescimento de 16,5%, móveis e eletrodomésticos (16,9%), construção civil (12,1%), veículos e motos (10,9%) e hiper e supermercados (6%). Também teve crescimento o setor de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (9%).
Os segmentos que tiveram queda de vendas foram combustíveis e lubrificantes (-3,9%), tecidos, vestuário e calçados (-1,8%), livros, jornais, revistas e papelaria (-2,2%).
O consultor econômico da Associação Comercial do Paraná (ACP), Cláudio Shimoyama, disse que uma pesquisa realizada com os lojistas neste ano mostrou que 76% estão otimistas em relação às vendas de 2012 e estimam um crescimento de 18% para este ano. Segundo ele, o otimismo vem com a motivação em relação a Copa de 2014.
Dos entrevistados, 58% acreditam que a Copa já vai contribuir para as vendas de 2012 com o início das obras para o Mundial. Além disso, ele lembrou que 2012 é um ano com eleições, o que também acaba movimentando a economia.
O consultor disse que o bom desempenho das vendas da construção civil em 2012 está relacionado com o Programa Minha Casa, Minha Vida e com os incentivos em relação a financiamentos habitacionais. O setor de veículos foi beneficiado com a facilidade de crédito para a aquisição de carros novos. Shimoyama destacou que o setor de eletrodomésticos teve a redução de IPI e a facilidade de concessão de crédito.
No segmento de farmácias, as classes C e D têm contribuído para o aumento do consumo com a elevação do poder aquisitivo desta camada da população. ''Também há guerra de preços no setor que estimula o consumo'', disse. ''Em 2012, a classe C será a maior responsável pelo crescimento das vendas'', disse. Ele acredita que o Paraná tem tudo para apresentar um bom desempenho no comércio.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Paraná, Edenir Zandoná Júnior, disse que o setor que mais tem se destacado nas vendas das farmácias é o de cosméticos e perfumaria. Segundo ele, cresceu muito as vendas de produtos de beleza, cabelo, desodorantes, sabonetes e cremes de tratamento. ''A tendência é que os itens de cosmética e perfumaria tenham um crescimento de 25% nas vendas em 2012'', prevê.
Ele destacou que estes produtos vêm se tornando mais acessíveis para o consumidor com a diminuição de preços e até a criação de linhas mais baratas. Hoje, o Paraná conta com cerca de 4.500 farmácias.
De acordo com a Federação do Comércio no Paraná (Fecomércio), o varejo cresceu no ano, mas exigindo políticas de incentivo no segundo semestre. As políticas governamentais tiveram que ser flexibilizadas para enfrentar impactos da crise global e limitações na economia que pudessem repercutir no comércio. Entre os fatores que contribuíram para o aquecimento das vendas estão o aumento do emprego, da massa de salários e remuneração média, consumo crescente das famílias - em especial das classes D e E - e manutenção do financiamento habitacional.

Imagem ilustrativa da imagem Vendas do comércio crescem 7% no Paraná em 2011
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