Curitiba - As vendas do comércio cresceram 6,65% no Paraná de janeiro a julho, quando comparadas ao mesmo período do ano passado, e 6,56% na comparação de julho deste ano com julho de 2007. Os números são da Pesquisa Conjuntural do Comércio realizada pela Federação do Comércio do Paraná. Na comparação com junho o crescimento foi de 5,29%.
O mês de julho teve 27 dias úteis, mais que os 25 dias de junho de 2008. No ano anterior, julho apresentou 26 dias úteis. O mês de julho é um período onde fatores sazonais contribuem para redução de vendas em ramos específicos: as férias escolares reduzem demanda de transporte urbano e densidade de tráfego, as viagens de férias contribuem para deslocar consumidores para outros pólos.
Por outro lado, a chegada de visitantes só é maior que a saída na cidade de Foz do Iguaçu, o que explica o crescimento expressivo das vendas em Foz em relação ao mês anterior, de 17,18%. Nas demais cidades, a chegada de visitantes não consegue superar o número de saídas. Em julho não há nenhuma data concentradora de vendas; junho conta com o ''dia dos namorados''.
Por regiões do Estado onde a pesquisa é realizada os resultados foram os seguintes: em Curitiba e Região Metropolitana, crescimento de 4,51% no acumulado do ano e de 7,22% na comparação com o mesmo mês do ano anterior; Londrina, crescimento de 9,98% no acumulado do ano e de 11,20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior; em Maringá, alta de 6,54% e 7,68% respectivamente; região Oeste, 10,84% no acumulado do ano e 9,41% comparado a julho de 2007; em Foz do Iguaçu, alta de 9,32% no acumulado e 11,84% comparando-se julho de 2008 a julho de 2007.
''Mantém-se alguns fatores que influenciam de forma positiva o movimento do comércio do Estado'', explicou o economista da Fecomércio, Vamberto Santana. Entre eles, aumento nos financiamentos habitacionais, crescimento na venda de bens automotivos, expansão do agronegócio e aumento da safra agrícola e valorização do real, favorecendo as importações.
Porém, também permanecem algumas dificuldades, como comprometimento da renda do consumidor com financiamentos já assumidos e consequente esgotamento do poder de compra no curto prazo; crescimento da inflação, alta nos preços do petróleo e a valorização do real, que impacta nos exportadores.
Concessionárias de veículos, materiais de construção, supermercados, combustíveis e lubrificantes, vestuário, são alguns dos setores que estão com demanda aquecida.
As expectativas dos empresários varejistas para o restante do ano são positivas em relação ao desempenho das vendas. Isso porque o segundo semestre concentra maiores vendas que o primeiro, a partir dos incentivos do 13º salário, da restituição do imposto de renda e, da própria data do Natal. Ainda há indícios de queda nas taxas de inflação para os próximos meses; crescimento da oferta interna de produtos agrícolas; aquecimento do mercado da construção civil e do financiamento de imóveis; maior nível de emprego e da massa de salários.

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