O volume comercializado na 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina deve ultrapassar a expectativa inicial da Sociedade Rural. Antes do início da feira, a diretoria previa um crescimento de 15% em relação ao volume comercializado no ano passado, que foi de R$ 25 milhões. Segundo o diretor de comercialização, Marcelo Janene El-Kadre, ainda não foi concluído o levantamento, mas pelos resultados dos leilões registrados até a quinta-feira, a estimativa deverá ser superada em pelo menos 20%.
Quanto ao movimento de público, o diretor da Rural reconhece que dificilmente atingirá um milhão de pessoas como era esperado. ‘‘Houve dois dias com chuva, o que atrapalhou bastante. Mas hoje (ontem) o movimento já foi maior’’, comentou. ‘‘Sou otimista e acredito que o número de visitantes neste final de semana deve crescer’’, diz El-Kadre. Segundo a assessoria de imprensa da Rural, até quinta-feira, haviam passado pelo parque 278,5 mil pessoas.
El-Kadre afirma ainda que os números finais da Expo-98 deverão ser anunciados pela diretoria da Rural na quarta-feira. Os negócios fechados nos 16 leilões de animais realizados até quinta-feira renderam R$ 2,03 milhões, com a venda de 4.676 animais. O diretor de Atividades Pecuárias da Rural, Eduardo Fabreti Santos, acredita que o volume negociado este ano deverá superar os R$ 2,5 milhões previstos. No ano passado, a Expo de Londrina negociou R$ 2,1 milhões nos leilões de animais. ‘‘O própria festa e o nível de qualidade dos animais ofertados contribuem para o aumento do volume comercializado’’, comentou.
No setor de máquinas agrícolas o movimento nos estandes aumentou em relação ao verificado pela reportagem da Folha no início desta semana. Segundo o vendedor da Horizon, revendedora da SLC-John Deere, Vicente Utiyamada, a empresa vendeu três tratores durante a exposição. ‘‘Os compradores já estavam interessados antes da feira, e acabaram concretizando o negócio aqui’’, afirma.
Utiyamada diz que os agricultores aproveitaram o convênio entre os fabricantes e o Banco do Brasil para comprar as máquinas. Pelo convênio, o BB financia a máquina com juros de 9,5% ao ano, prazo de três anos. Mas ele observa que os preços do ingresso e do estacionamento acabaram atrapalhando o movimento da exposição. ‘‘A gente esperava um volume maior de visitantes, mas os preços afastaram o pessoal’’, comenta.
O diretor da Lavoura (Massey Ferguson), Celso Maffessoni, afirma que a exposição cumpriu o papel de vitrine. ‘‘A gente expõe aqui para mostrar o temos para os agricultores’’, comenta. Mas ele acredita que a exposição de Londrina precisa mudar seu perfil para se tornar um evento de venda também. ‘‘A exposição tem que ser dinâmica, onde os produtores podem experimentar a máquina, ver como ela funciona’’, diz. Maffessoni acredita que com uma exposição dinâmica, as indústrias de máquinas agrícolas teriam mais interesse em participar no evento de Londrina.

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