O presidente mundial da New Holland, Umberto Quadrino, afirmou ontem que a empresa espera ter um crescimento de até 10% nas vendas, neste ano, por causa da desvalorização cambial. ‘‘As condições para a agricultura brasileira melhoraram de maneira substancial e por isso os produtores têm uma oportunidade única para investir’’, disse Quadrino, que esteve em Curitiba para fazer a apresentação do Banco New Holland. O banco vai garantir financiamento de maquinário agrícola e da construção civil a partir de abril.
O presidente da New Holland para a América Latina, Valentino Rizzioli, disse que a empresa calcula que o mercado normal de tratores seria de 40 mil unidades ao ano, mas não deve chegar a 20 mil. Há ainda uma demanda reprimida de mil colheitadeiras por ano.
A frota sucateada provoca o desperdício nas lavouras. Os diretores da New Holland estimam que o Brasil perde 10% de seus grãos (8 milhões de toneladas) por ano devido a maquinário impróprio. O volume é igual a toda a produção anual de grãos da Itália. Rizzioli diz que a perda de grãos é de 0,5% com o maquinário é novo.
A New Holland espera que o governo federal mantenha os incentivos para garantir a renovação do maquinário agrícola. Rizzioli disse que o crescimento no setor só vai acontecer se houver ajuda e planos de financiamentos para os produtores. A instalação do Banco New Holland representará uma opção de financiamento e um estímulo para a compra dos tratores e colheitadeiras.
O banco nasceu com uma capitalização de R$ 13 milhões, que foi a exigência inicial do Banco Central. O banco vai financiar tanto a compra quanto o leasing de maquinários. Ele será ainda um repassador das linhas de crédito do Finame, que hoje representam 90% dos financiamentos.
O presidente da New Holland para a América Latina admitiu que a empresa teve de repassar para os preços dos produtos o impacto da desvalorização cambial. Ele não citou o percentual de aumento, mas disse que os custos aumentaram em até 20%, conforme a linha. Os tratores e colheitadeiras têm entre 5% e 30% de componentes importados.
A New Holland do Brasil fechou o ano passado com um faturamento de US$ 447 milhões, o que representou um aumento de 5,6% sobre 97. Do total, US$ 340 milhões são relativos à fábrica de Curitiba e US$ 107 milhões da FiatAllis, em Contagem (MG). As exportações da New Holland totalizaram US$ 107 milhões, sendo que Curitiba exportou 410 colheitadeiras e 1,7 mil tratores para os países do Mercosul.Albari RosaOtimismoUmberto Quadrino, presidente da New Holland, diz que produtor brasileiro vive momento único para investirCarmem Murara

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