Vendas de veículos novos sobem 11,5%
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sexta-feira, 01 de junho de 2012
Cleide Silva <br> <br> Agência Estado 
São Paulo - As vendas de veículos novos em maio cresceram 11,5% em relação a abril, mas ficaram 9,7% abaixo dos resultados de igual período do ano passado. Somando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus foram vendidas 287,5 mil unidades. Foi o segundo melhor resultado da história para um mês de maio.
No período de janeiro a maio, os negócios acumulam queda de 4,8% em relação aos cinco primeiros meses de 2011, com 1,36 milhão de unidades.
Parte do desempenho de maio é creditada pelas montadoras ao movimento de compras desde o anúncio pelo Governo Federal, há quase duas semanas, do pacote de incentivo ao consumo, com corte de impostos. Outra explicação, na visão de analistas, é o maior número de dias úteis, 22, ante 20 de abril.
Só o segmento de automóveis e comerciais leves vendeu 274,5 mil unidades, 12% a mais que em abril. Como os dados têm como base os licenciamentos registrados pelo Renavam, as apostas são de resultados melhores em junho. Muitas das compras realizadas nas duas últimas semanas, principalmente em feirões, ainda não foram contabilizadas porque o consumidor leva em média uma semana a dez dias para licenciar o carro.
No ano, o segmento de automóveis e comerciais leves acumula queda de 4,4% nos licenciamentos, com 1,29 milhão de unidades. Já as vendas de caminhões e ônibus caíram, até maio, 11,3%, para 81,7 mil unidades.
As fabricantes de caminhões são as que mais estão recorrendo a medidas para reduzir a produção, como férias coletivas. A Mercedes-Benz anunciou um lay-off (dispensa temporária) por cinco meses para 1,5 mil funcionários da fábrica de São Bernardo do Campo (SP). Já a Volkswagen decidiu dar folgas apenas nos quatro dias do feriado de Corpus Christi.
Repasse menor
Para o diretor da consultoria automotiva ADK, Paulo Roberto Garbossa, o resultado de maio ''é uma demonstração de que o mercado está reagindo''. Ele ressalta que o consumidor precisa pesquisar, pois hoje não se trata apenas de preços menores, ''mas de taxas de juros, prazos e avaliação do carro usado.''
Segundo a empresa de pesquisa Molicar, muitos modelos não tiveram os preços reduzidos em 10%, conforme previu o ministro da Fazenda, Guido Mantega, no dia em que anunciou a redução do IPI para automóveis -somado a um compromisso das montadoras de baixar preços de tabela em mais 2,5% - além do corte do IOF para incentivar os bancos a liberarem crédito. ''Em média, os preços caíram 5,1% pois, no varejo, muitas revendas já estavam oferecendo descontos e não promoveram o repasse integral da queda após as medidas do governo'', diz Vítor Meizikas, analista da Molicar. ''De certa forma, o consumidor foi ludibriado.''


