Vendas de veículos no PR crescem 5,22%
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quarta-feira, 12 de novembro de 2003
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A comercialização de veículos no Paraná cresceu 5,22% (904 unidades vendidas a mais) em outubro com relação a setembro deste ano. Já no acumulado de janeiro a outubro, as vendas aumentaram em 11,95% (16.450 unidades) em comparação ao mesmo período de 2002. Em relação a outubro de 2002, o aumento foi de 21,13% (3.264 unidades a mais). Enquanto as motocicletas e os caminhões tiveram um aumento siginificativo nas vendas do mês passado (20,41% e 43,34% respectivamente), os automóveis e comerciais leves tiveram um queda de 3%. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos - Regional Paraná.
O destaque na venda de motos e caminhões vem se repetindo ao longo do ano. No acumulado de janeiro a outubro, a comercialização de motos aumentou 38,78% (49.127 unidades vendidas) e de caminhões cresceu 19,65% (5.772 unidades vendidas), em relação ao mesmo período do ano passado. Já os automóveis e comerciais leves tiveram um crescimente de 1,9% (98.557 unidades vendidas) nas vendas ao longo dos dez primeiros meses de 2003 em comparação com janeiro a outubro de 2002.
Segundo o presidente da reginal paranaense da Federação Nacional da Distribuição de Veículos, Luís Antônio Sebben, as razões para o saldo positivo nas vendas de veículos em outubro se deu por causa da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) em 3% em agosto e porque os bancos reduziram as taxas de juros dos financiamentos de cerca de 2,3% para 1,9% ao mês. ''Além do aspecto financeiro, essa é a época que as montadoras começam a lançar a linha 2004, o que também atrai o consumidor'', explica. Com relação às motos, Sebben acredita que a alta é fruto da recessão e facilidade que ela proporciona em muitos casos. Já o crescimento nas vendas de caminhões, Sebben acredita que está acontecendo porque as empresas estão renovando suas frotas.
A expectativa das concessionárias é que o Estado feche o ano com um saldo positivo de 2% a 3% nas vendas. Porém, em dezembro a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) afirma que é esperada uma alta no preço dos veículos em função dos reajustes salariais das montadores, o fim da redução do IPI (que vai só até o fim desse mês) e o aumento no gasto com fornecedores. Ainda não há previsão do aumento, porém o IPI representaria 3% a mais e, segundo dados do Dieese no Paraná, a mão-de-obra representa cerca de 5% do valor do carro.


