Vendas de veículos devem crescer apenas 1% em 2012
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Rodrigo Batista <br>Equipe Bonde 
Curitiba - As vendas de veículos devem fechar o ano de 2012 com crescimento de apenas 1% no Paraná. Essa é a perspectiva do setor, que já acumula, até 14 de novembro deste ano, 321.678 emplacamentos de veículos, segundo dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores no Paraná (Fenabrave-PR).
A redução no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) foi a principal responsável pelo crescimento, observado, em especial, na venda de automóveis. Entre janeiro e outubro deste ano o aumento foi de 6,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Também cresceu (em 14,1%) a venda de veículos comerciais leves (como as pick-ups).
O presidente da Fenabrave-PR, Helmuth Altheim, acredita que se não houvesse a redução no IPI o mercado ficaria comprometido nas vendas de automóveis. ''Até o final de dezembro deste ano, com a expectativa do fim da redução do imposto, as vendas devem aumentar mais do que em dezembro do ano passado'', afirma.
Para o gerente da marca Honda no Paraná, Felipe Andreazza, além da redução do imposto, em relação à marca outro diferencial foi a renovação de modelos, que coincidiu com a redução do IPI. Porém, para 2013, o gerente mantém a cautela, com a possibilidade do fim da redução no imposto, prevista para o final de dezembro deste ano. ''Nós estamos com os pés no chão, temos lançamento de novos veículos, mas não temos grandes expectativas''. Andreazza opina que para impulsionar mais as vendas, o governo deveria tomar iniciativas para resolver o problema do envelhecimento da frota de veículos.
Altheim é mais otimista e espera alta de 6% de aumento para o setor, mesmo que o governo federal retire o corte no IPI. Ele acredita que o automóvel ainda vai impulsionar as vendas. ''O mercado interno está atraindo empresas, o que vai gerar concorrência e queda nos preços. Não é muito bom para as concessionárias, mas é uma concorrência sadia''.
Outros setores
A alta na venda de automóveis não se repetiu em 2012 em outros setores automotivos em comparação aos dez primeiros meses de 2011 no Paraná. As quedas mais expressivas foram registradas no comércio de caminhões (-19,4%) e motocicletas (-18,1%).
Segundo o presidente da Fenabrave-PR, a liberação de crédito para o consumidor final para a compra de motocicletas é muito burocrática, o que impede um avanço. ''Os bancos exigem comprovação de renda e muitos motociclistas não têm como comprovar. Nos últimos dois meses houve uma facilitação, mas ainda está difícil'', explica. A venda de caminhões, que depende da aprovação do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) também passa por trâmites burocráticos, o que, segundo Altheim, dificulta a comercialização.



