A comercialização de veículos no Paraná cresceu 6,53% no primeiro semestre na comparação com igual período de 2009, saltando de 154.745 para 164.854 unidades, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores - Regional Paraná (Fenabrave-PR). Entre maio e junho, o aumento foi de 1,94%, mas comparando junho com o mesmo mês do ano passado - período de renovação da redução do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) -, houve queda de 11,56%.
Segundo o diretor geral da Fenabrave-PR, Luís Antonio Sebben, a Copa do Mundo também teve influência no desempenho das vendas em junho, já que houve menos dias úteis por conta dos jogos. Analisando o ano, ele lembra que até março o segmento esteve aquecido devido à redução do IPI e depois disso veio uma esperada queda. A expectativa, porém, é que o setor feche 2010 com um crescimento entre 8% e 10%.
Apesar de não haver nenhum apelo para o consumidor, a exemplo da redução do IPI, Sebben afirma que a partir de agora as concessionárias deverão flexibilizar as negociações com os clientes. O motivo é que os estoques nas revendas estão entre 10% e 15% mais altos na comparação com o ano passado, principalmente no que diz respeito aos chamados carros de entrada, até R$ 30 mil. Estes veículos representam 65% da demanda brasileira.
''O mercado ficou menor e há muitos carros nas concessionárias. O consumidor deve fazer valer o seu poder de compra e negociar preço e condições de pagamento'', recomenda Sebben. Sem o atrativo do IPI, ele diz que três fatores devem aquecer o mercado: ''Temos estoque, compramos o usado do cliente por um bom preço e ainda facilitamos o financiamento''.
O diretor da Fenabrave-PR avalia que o segundo semestre é ''normalmente melhor'' que o primeiro, sendo responsável por cerca de 60% da comercialização total do ano. Os três últimos meses são os mais representativos devido ao período natalino, que coincide com as promoções das montadoras e dos grupos de concessionárias.
Sebben não acredita que as eleições influenciem o comportamento do consumidor. ''Antigamente, isso (as eleições) era um fator determinante, mas agora temos uma economia tão sólida, que o mercado não deve sofrer abalos pela expectativa de mudança em relação ao novo dirigente do País'', pondera.
No Brasil
No Brasil, segundo dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o setor automobilístico produziu 306.350 veículos em junho, o que representa uma queda de 5% em relação a maio, mas um crescimento de 7,7% na comparação com junho do ano passado. No acumulado do primeiro semestre deste ano, foram produzidos 1.753.201 veículos, o que representa uma expansão de 19,1% na avaliação com o mesmo período do ano anterior.
Já as vendas de veículos no mercado brasileiro somaram 262.758 unidades em junho, registrando uma alta de 4,6% ante maio, mas uma queda de 12,5% no confronto com junho de 2009. No acumulado de 2010 até o mês passado, foram vendidos 1.579.695 veículos, o correspondente a um aumento de 9% ante a primeira metade de 2009.

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