As vendas de automóveis e comerciais leves recuaram 11,7% no Paraná em abril frente ao mês de março. Foram 16.554 unidades emplacadas, contra 18.747 no período anterior. Em Londrina, a queda foi semelhante, de 10,2% em abril, com 869 emplacamentos. Em março, haviam sido 968, segundo balanço da Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Fenabrave).
Somando motos, ônibus e caminhões, os emplacamentos em Londrina alcançaram 1.154 unidades, 11% menos que os 1.297 do mês de março. Os dados municipais da entidade não são cumulativos, o que limita a comparação no acumulado do ano. No Paraná, incluindo todos os segmentos de veículos, a queda ficou em 8,91% em abril e, de janeiro a abril, alcançou 16,63%.
Marcos da Silva Ramos, diretor-geral da Fenabrave-PR, ressalta que o aumento nas vendas de caminhões (de 525 para 605) e de comerciais leves (de 3.063 para 3.145), únicos dados positivos do período, mostram a força do setor agropecuário no Estado e como ele pode colaborar para o melhor desempenho das vendas. Ele diz, ainda, que grande parte desse potencial está concentrado nos municípios do interior, como Londrina, Maringá e Francisco Beltrão.
"As cidades do interior são o grande mercado, temos muito a crescer", confia. O vice-presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos de Londrina (Sincovave), Roberto Cremonez, concessionário Mitsubishi, também diz que o agronegócio tem ajudado a marca a manter o desempenho.
"Para o nosso produto não está desesperador, porque os grãos foram bem na região e o preço também não está ruim", conta. No entanto, Cremonez reconhece a retração da economia, com dificuldade de manutenção dos postos de trabalho e redução dos salários. Para ele, porém, o impacto da crise econômica no consumo não deve se alongar por muito tempo e o mercado tende a melhorar.
"Assim que começar a acomodar a situação, as pessoas vão ter que consumir", declara. Para atrair os clientes para as lojas em um período de baixa confiança na economia as promoções podem ser grandes aliadas, na opinião do gerente comercial da Metronorte (Chevrolet) em Londrina, Waldir Rezende.
"Toda semana é uma estratégia; agora mesmo está saindo uma nova campanha da GM", diz ele. A nova campanha inclui benefícios como preço de fábrica para consumidores. "Isso atrai o consumidor para a gente ter a chance de fechar negócio", completa.
Segundo Rezende, a retração nas vendas da loja em relação ao ano passado gira em torno de 10%, já frente ao mês de março houve estabilidade nos emplacamentos, impulsionado pelo bom desempenho na feira agropecuária Expolondrina. "Ainda temos coisas para faturar em maio da exposição, muitos negócios de venda direta; ajudou a dar uma segurada", comenta. Diante disso, a concessionária assumiu a liderança do mercado local no mês de abril, segundo o gerente.

País
As vendas de veículos novos em abril no País caíram 6,53% em comparação a março e recuaram 25,19% na comparação com o mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, os licenciamentos acumulam queda de 19,19% frente igual período de 2014. Nos 20 dias úteis de abril, foram vendidos 219.350 automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões em todo o País, menos do que os 234.670 mil licenciados nos 22 dias de vendas em março. A diferença no número de dias de vendas se deu basicamente em razão dos feriados de Páscoa e de Tiradentes, que ocorreram abril.

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