As vendas de televisores de plasma e de cristal líquido (LCD) devem crescer 200% neste ano. A projeção é da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros) que prevê que em 2005 deverão ser comercializadas 35 mil unidades desses aparelhos. No ano passado, as vendas cresceram 379% frente a 2003, quando foram vendidas 11.500 unidades. Em Londrina, a realidade não é diferente e, segundo expectativas dos lojistas, as vendas devem superar os 200%, alavancada pelo comércio neste segundo semestre do ano.
O aumento do comércio pode ser explicado pela combinação de dois fatores: lançamentos de aparelhos com novas tecnologias e redução gradual de preços. Só para se ter uma idéia, em 2002 - quando as TVs começaram a ser comercializadas no Brasil - um aparelho de 42 polegadas girava em torno de R$ 20 mil. Hoje, esse preço caiu para cerca de R$ 12 mil. Para o comércio de produtos eletroeletrônicos, os televisores são o novo filão a ser explorado.
''No médio prazo, as TVs tela plana de LCD, plasma e outras novas tecnologias devem conquistar o espaço dos aparelhos convencionais, por oferecerem vantagens como painéis de pouca espessura, grandes dimensões, leves, com alto desempenho, conectividade, excelente definição de imagem e som, além de preços internacionais em queda'', afirma Paulo Saab, presidente da Eletros.
Hoje, os televisores de plasma e cristal líquido representam 0,14% do segmento mas, estimativas indicam que, em 2008, os aparelhos irão atingir 3% do total do mercado. Desde sua chegada no país, as TVs de plasma e cristal líquido registram crescimento acelerado. Em 2002, foram vendidas 2.100 unidades. No ano seguinte, as vendas aumentaram 14,29%, atingindo 2.400 unidades aparelhos.
Segundo o gerente da loja Ponto Frio do Catuaí Shopping, Luciano Bonfim, as vendas ''estouraram'' entre maio e junho deste ano. ''Os preços caíram e as pessoas também passaram a conhecer melhor os produtos'', avalia. Até o final do ano, a expectativa é que as vendas desse tipo de aparelho dobrem. De acordo com um levantamento informal realizado pela rede, menos de 1% das pessoas com potencial para adquirir um produto deste em Londrina já tem este aparelho. ''A demanda existe'', comenta.
Por enquanto, as vendas dessas TVs nas Lojas Dudony ainda não ''estouraram''. ''Recebemos os produtos no final do ano passado e, até agora, comércio não foi tão bom se compararmos com as vendas das outras televisões'', afirma Emersom Carlos Trineta, sub-gerente da rede no Catuaí Shopping. De olho nesse ''novo filão'', a loja pretende reformular a sua estrutura e treinar os vendedores que irão demonstrar os produtos.
Para o proprietário da Digital Home Theather, Cláudio de Oliveira, outro fator que contribui para o aumento das vendas é que o preço dos televisores com tubo de 38 polegadas estão próximos aos das TVs de plasma de 42 polegadas. Essa diferença varia de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil, que pode ser pequena para esse nicho específico de consumidores. ''Arriscar um porcentual de aumento de vendas é vago, mas estamos apostando em vendas significativas'', diz.
Estética - A professora Regina Kalil comprou dois televisores de plasma há algum tempo, um aparelho tem 42 polegadas e outro, 20. A compra dos novos produtos vieram para decorar um apartamento novo, que a família tinha acabado de se mudar. ''Escolhemos a televisão de plasma pela estética e por ocupar menos espaço no ambiente e estamos muito satisfeitos'', afirma.
Foram os primeiros aparelhos desse tipo que Regina comprou. Até então, na casa da professora havia os televisores tradicionais. ''Quando nos mudamos adequamos toda a parte elétrica e pensávamos em futuramente comprar as TVs até porque o sistema de transmissão irá mudar. Mas conversamos e, devido à facilidade do negócio que encontramos, decidimos comprar agora'', comenta. (Com Folhapress)

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