A comercialização de sêmen apresentou uma pequena queda em 1996. Enquanto o balanço de 95 fechou com 4,18 milhões de doses vendidas, o relatório anual elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) mostra que em 96 os criadores de gado consumiram cerca de quatro milhões de doses de sêmen - 1,29% a menos.
O relatório registrou também aumento significativo na participação do sêmen importado no mercado brasileiro. Em 1995, o percentual de venda do material importado era de 33%. Já em 96, essa participação aumentou 44%. Ou seja, do volume de sêmen comercializado no ano passado, 1,8 milhões de doses eram importadas.
Segundo o presidente da Asbia, Marco Antonio Carvalho Volta, esse aumento de demanda do produto externo deve-se ao fato do material genético ser de reprodutores provados pelo Teste de Progênie. ‘‘É esse teste que determina se o touro é melhorante’’, explica, lembrando que os Estados Unidos é o maior fornecedor do produto.
Ao contrário do sêmen importado, a produção nacional não é provada pelo Teste de Progênie, conforme Volta, que afirma ser esse o fator determinante na redução de procura pelo material brasileiro. As vendas de sêmen nacional caíram de 66,9%, em 95, para 55,5% em 96.
O presidente da Asbia explica que a inseminação artificial reflete diretamente no aumento de produtividade. Para exemplificar, ele aponta os números de produção de leite. Em 88, a produção de leite da raça holandesa era de 5 mil quilos por lactação, em 95, a produção dessa raça foi de 6,9 mil quilos de leite. Um aumento de 38,4%. Volta acredita que neste ano o mercado de comercialização de sêmen seja reaquecido, com um crescimento de 8%.

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