Em pesquisa realizada pela consultoria IDC, o Brasil se consolidou na terceira posição do mercado mundial de computadores em 2011, com a comercialização de 15,4 milhões de desktops, notebooks e netbooks. Segundo a consultoria, este resultado comprova a previsão de um setor bastante aquecido em 2012 com grande competitividade entre fabricantes, que devem lançar produtos novos.
Os usuários domésticos foram os que mais compraram - abocanharam 70% das vendas do último ano. Neste segmento, houve crescimento de 20% em relação a 2010. O comércio de computadores para o meio corporativo (que inclui Governo e educação) teve um crescimento menor - de 10% - e representaram 30% das vendas. Por outro lado, o segmento de Governo e educação assistiu a uma queda de 24% nas vendas.
Para Leandro Arruda, gerente de compras das Lojas Colombo, o ano de 2011 representou crescimento de cerca de 15% na linha de informática. Na sua opinião, trata-se de um bom crescimento levando em consideração as regiões Sudeste e Sul, que já têm bons resultados no consumo de informática. Guilherme Gatti, da Beta Informática, de Londrina, comemora crescimento de 40% nas vendas de PC de 2010 para 2011, e espera aumento de 20% a 30% em 2012. ''Todo mundo percebeu que em 2011 as empresas investiram bastante em informática, até as pequenas e micros.''
Só nestes últimos meses, a advogada Nair Tartari adquiriu três novos computadores (desktops) para o escritório, que também abriga uma imobiliária, a fim de substituir as máquinas antigas. ''A tecnologia sempre traz coisas novas e, infelizmente, você sempre tem que estar atualizado. Não dá para ficar andando de fusquinha se todo mundo está andando de BMW'', brinca. ''O próprio mercado impõe que façamos novos investimentos.''
Para Andrew Yamaue, que presta assessoria de Tecnologia da Informação (TI) para empresas, muitas companhias estão substituindo seus computadores porque cada vez mais os softwares instalados exigem desempenho. ''Como o preço da máquina caiu bastante, não compensa para a empresa continuar com o computador antigo, porque o rendimento cai lá embaixo. O investimento na máquina reverte na produção.''

Imagem ilustrativa da imagem Vendas de PCs no País cresceram 12% em 2011
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