Os fabricantes de panetones estão comemorando as vendas nesse ano. O típico produto consumido praticamente só no período natalino tem subido na preferência da população nos últimos anos. Atraídos pelos preços baixos, os consumidores decidiram adotar o panetone até como opção de presente. As vendas do produto nesse Natal devem ficar entre 5% e 10% superiores em relação a 1996.
A Bauducco aumentou em 15% o volume de vendas para algumas compradoras. A empresa chegou a reformular toda a sua comunicação visual para tentar se manter na liderança do mercado brasileiro. Hoje, a Bauducco produz 7,1 milhões de panetones, nos meses de maior consumo.
A Visconti - empresa do Grupo Arisco - mudou a receita do panetone para ganhar a preferência do consumidor. Desde o ano passado, a Visconti produz um panetone com uma massa mais úmida, apostando que esse detalhe vai garantir aumento nas vendas. A Pão de Ouro investe nas frutas cristalizadas e nas uvas passas importadas do Chile e Argentina. A empresa garante que a colocação de maior percentual de gordura deixa o produto bom para o consumo por mais tempo do que a concorrência.
Mas não são as frutas cristalizadas nem a mudança no visual do produto que garante a compra. O que pesa mesmo para o consumidor é o preço final da mercadoria. ‘‘A gente prefere comprar na loja o panetone caseiro a comprar o de marca conhecida. Eles sempre são mais baratos’’, afirmou a bancária Anelize Sampaio. Ela disse que só compra panetone na época do Natal. A amiga Maria do Carmo Agostin também escolhe pelo preço. ‘‘O que estiver mais barato eu compro’’, disse.
A rede Lojas Americanas, formada por 111 estabelecimentos, aumentou os estoques para atender à demanda. A empresa comprou 1,5 milhão de panetones das principais marcas. Segundo o diretor do Departamento de Compras da Lojas Americanas, Luiz Meisler, os preços dos produtos estão praticamente iguais aos do ano passado.

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