São Paulo O movimento no comércio com as vendas de Natal foi 2,8% superior ao verificado no mesmo período de 2001. Os dados são da Serasa, empresa que realiza consultas de cheques e crédito, referente às vendas à vista e a prazo, realizadas entre os dias 18 e 24 de dezembro em todo o País. A maior parte das compras concentrou-se no sábado e domingo.
O número está dentro da expectativa dos comerciantes, que fizeram projeções conservadoras, em razão da conjuntura econômica. Os bens não-duráveis e os semiduráveis foram os de melhor resultado, com crescimento de 4,6% e 5,9%, respectivamente, indicando a maior procura por roupas, calçados, perfumaria, CDs, livros, brinquedos e alimentos, segundo levantamento realizado pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) na região metropolitana da capital paulista.
Os números da entidade, divulgados ontem, revelaram também que houve uma concentração de transações nas duas primeiras semanas do mês, indicando que os consumidores podem ter antecipado as compras ao receberem a primeira parcela do 13º salário. Na primeira e segunda semanas do mês, o movimento foi, respectivamente, 6,41% e 5,21% melhor que o verificado nos mesmos períodos do ano passado. Já na terceira e quarta semana (até o dia 24), as variações foram menores, de 2,76% e 2,56%.
Após o anúncio, no dia 18, da elevação dos juros pelo Banco Central em 25% ao ano, houve uma desaceleração das operações a prazo, constatou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), com base nos serviços de consultas de cheque e crédito. Até o dia 18, esta modalidade de pagamento crescia a uma taxa de 2,2%, mas no cálculo fechado do mês (1 a 25), a queda é de 3,2%.
Os resultados gerais do comércio na capital paulista só não foram piores por causa da predominância dos pagamentos à vista, que caracterizam as vendas dos não-duráveis e semiduráveis. Esta forma de pagamento cresceu 2,1% sobre o mesmo período do ano passado, no levantamento da ACSP.
A desaceleração pode estar relacionada também à realização de promoções pelo comércio. No início de dezembro, de acordo com a pesquisa, 85% dos estabelecimentos estavam fazendo ações neste sentido. Mas este contingente recuou no decorrer do mês, passando para 63,7% do total.

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