Imagem ilustrativa da imagem Vendas de Natal caem de 3% a 4%, dizem entidades
| Foto: Fotos: Ricardo Chicarelli
Na Torra Torra da Rua Sergipe as vendas aumentaram segundo a gerente Geane Carnevale


As vendas deste Natal caíram de 3% a 4% em relação às do ano passado. Os dados são nacionais e foram divulgados ontem pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) e pela Serasa Experian. Ainda não há resultados de levantamentos feitos em âmbitos estadual, nem municipal. Nesta semana, deve sair pesquisa da Associação Comercial do Paraná (ACP). A Fecomércio do Paraná e a Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) só devem divulgar seus números em janeiro.

O levantamento da Alshop foi feito com 150 empresas de varejo associadas à entidade e apontou retração de 3%. Já o indicador do Serasa Experian, que mostrou queda de 4%, é medido com base nas consultas que os lojistas fazem ao banco de dados da empresa no período de 18 a 24 de dezembro. Foi a segunda maior queda apontada pelo indicador, criado em 2003. Em 2015, as vendas natalinas foram 6,4% menores que as de 2014.

No Royal Plaza Shopping de Londrina, algumas lojas confirmaram redução nas vendas. É o caso da Prata Fina, na qual a subgerente, Rafaeli Conrado, afirmou que, somente na véspera do Natal, o faturamento foi "muito bom". Segundo ela, quando fechado, o balanço da loja deve apontar uma queda. "A maioria dos clientes comprou peças mais baratas", contou.

Na Quem Disse Berenice, a caixa Thaisa Dias Torres também afirmou que o tíquete médio foi menor do que o esperado. "Neste Natal, os cliente procuraram mais lembrancinhas que presentes. Os kits mais caros quase não foram vendidos. A nossa meta não foi atingida", afirmou ela. A loja foi inaugurada há pouco mais de um mês.

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O gerente Édio Strelew, da Nykkon Fashion, alega ter vendido 20% a mais na última semana


O gerente Édio Strelew, da Nykkon Fashion, destoou das colegas. "Este Natal foi melhor que o do ano passado, principalmente na última semana, quando vendemos 20% a mais. Nas primeiras, as vendas foram iguais às de 2015", declarou. Ele alega que os investimentos feitos na vitrine e no atendimento ao cliente fizeram a diferença.

Fora do shopping, na Torra Torra da Rua Sergipe, a gerente Geane Carnevale também alegou ter havido crescimento nas vendas. Sem ter encerrado o balanço, ela está certa de que este Natal "foi bem melhor". O fato de a loja estar presente na cidade há apenas três anos, segundo Geane, justifica o aumento. "Estamos ainda conquistando nossos clientes e crescemos todos os anos."

Ainda sem o resultado da pesquisa feita com os lojistas, o diretor de Planejamento e Gestão da Fecomércio-PR, Rodrigo Rosalem, disse que a expectativa da entidade é de ter havido uma redução de 3,5% nas vendas. "Essa era a tendência que vínhamos observando." Para ele, o varejo deve começar a se recuperar a partir de março ou abril do ano que vem. "Existe um início de reação na intenção do consumo das famílias que ainda não refletiu em vendas. Mas as pesquisas mostram que os brasileiros pretendem consumir mais", declarou. Para o diretor, o setor começa a ver "luz no fim do túnel".

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A fotógrafa Lívia Nara Mendes, que abriu mão de comprar presentes neste Natal
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