As vendas de motocicletas cresceram 35,5% em março em comparação a fevereiro, apesar do aumento médio de 10% nos preços. Foram comercializadas 42.152 unidades, contra 31.099 do mês anterior. Em relação a março de 1998, houve queda de 0,9% (42.540 unidades). Os dados foram divulgados ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo). Segundo o presidente da entidade, Masuo Murakami, são esperados para este mês novos aumentos, que vão variar entre 5% e 7%. Os reajustes foram consequência da desvalorização cambial que encareceu alguns insumos importados.
No acumulado do primeiro trimestre, as vendas registraram um recuo de 6,6%, com 109.216 unidades, contra 116.902 do mesmo período do ano passado. Murakami explicou que os meses de janeiro e fevereiro são tradicionalmente fracos em vendas e esta recuperação já era esperada. A produção no mês foi 0,2% maior que março de 1998 e 43% superior a fevereiro deste ano.
As exportações do setor cresceram, totalizando 1.402 unidades, com incremento de 1,6% sobre fevereiro (1.380 unidades) e 29,7% sobre março de 98 (1.081). Elas representam aproximadamente 10% da produção nacional. Murakami espera que as vendas no mercado externo cresçam ao longo do ano com as mudanças ocorridas no câmbio.
Embora acreditem que a situação econômica brasileira irá melhorar este ano, notadamente no segundo semestre, as empresas do setor estão cautelosas. Paulo Yamakami, diretor comercial da Honda, que detém 90% do mercado brasileiro de motocicletas, informou que a expectativa de sua empresa para este ano é de repetir o desempenho do ano passado, quando foram produzidas 435 mil motos, embora o mercado venha registrando siginificativo crescimento nos últimos cinco anos.
Em 1993, a produção nacional era de 83.458 unidades, saltou para 141.140 em 1994 e aumentou gradativamente até chegar a 476.655 unidades no ano passado.

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