Vendas de materiais de construção sobem 3,3%
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terça-feira, 20 de agosto de 2013
João Fortes<br>Reportagem Local 
A indústria de materiais de construção registrou alta de 3,3% no volume de vendas em julho, na comparação com o mês anterior, de acordo com levantamento da Associação Brasileira da Indústria do setor (Abramat) divulgado ontem. Com esse resultado, o setor registra o quarto mês consecutivo de crescimento, na comparação com os mesmos períodos do ano passado, depois de apresentar resultados negativos em fevereiro e março.
Melhor ainda é o desempenho no acumulado dos sete primeiros meses do ano, que em relação ao mesmo período de 2012 subiu 3,7%. De acordo com o presidente da Abramat, Walter Cover, o varejo tem dado a maior sustentação para alavancar as vendas da indústria, já que é o setor com maior participação no mercado e melhor desempenho. "O varejo responde por 50% e vem crescendo cerca de 7%. Já o setor imobiliário tem 20% de participação e cresce a 2%, enquanto que infraestrutura, com 20% de participação vem se mantendo estável", aponta.
Para os próximos meses, Cover acredita que somente o setor imobiliário manterá os mesmos patamares. O setor de infraestrutura deve melhor, já que vão começar as concessões para obras como as de aeroportos, portos ou até rodovias e vai demandar muito material de construção".
Com relação ao varejo, ele destaca que o segmento vem sendo impulsionado por fatores como oferta de empregos, renda e acesso a crédito, o que deve possibilitar ainda mais crescimento. "De forma geral esperamos fechar o ano com crescimento de 4%", estima.
Hora de vender
Para os varejistas do setor, o momento é de aquecer as vendas. De acordo com a presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção (Acomac) de Londrina, Sônia Roque Martins, as vendas do segundo semestre representarão 60% do total vendido em todo o ano.
Citando números da Associação Nacional dos Comerciantes do setor (Anamaco), ela destaca que em julho o setor cresceu 11% em relação ao mês anterior. "Acredito que com este crescimento, recuperamos as perdas de junho. Minha percepção é de que o crescimento continuará ao longo dos próximos meses".
As perdas em junho, segundo ela, podem ser relacionadas a diversos fatores que já não correm com tanta frequência agora, como a sensação de instabilidade causada por manifestações e as chuvas, que "represaram muitas obras". "Segundo a Anamaco, o varejo de material de construção registrou recorde de faturamento em 2012, com cerca de R$ 55 bilhões. A expectativa é de que em 2013 o setor cresça 6% 2012".
Na loja de materiais de construção da comerciante Luciney de Oliveira Souza, as chuvas de junho realmente atrapalharam as vendas, mas desde o mês passado ela já percebe um movimento bem maior de clientes que buscam, principalmente produtos para início de obras ou reformas. "Agora o pessoal quer deixar a casa bonita para o fim de ano ou começar a obra planejada e a procura maior é por material bruto. Lá por setembro começa a procura maior por itens de acabamento", afirma. (Com agências)


