Vendas de materiais de construção retraem 4%
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sexta-feira, 07 de março de 2014
Andréa Bertoldi<br>Reportagem Local 
Curitiba - As vendas do varejo de material de construção caíram 4% em fevereiro. A informação é do estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco e que foi divulgado ontem. O levantamento levou em conta a opinião de 530 lojistas do País todo entre os dias 24 e 27 de fevereiro.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), o resultado negativo já era esperado para as vendas de fevereiro. Ele explicou que os principais fatores que levaram à redução de comercialização foram o menor número de dias úteis em fevereiro, o aumento das chuvas que atrapalharam obras e construções e o comprometimento da renda das famílias com gastos como pagamento de impostos e matrículas escolares no início do ano. É um comportamento que já era esperado, disse.
As maiores retrações aconteceram nos segmentos de cimento, tintas, louças sanitárias e metais sanitários. Já portas e janelas de alumínio, aço, iluminação, fechaduras e ferragens apresentaram crescimento. Segundo a diretora do Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco, Katia Ratnieks, geralmente as pessoas pintam a casa para o Natal e o setor entra numa espécie de entressafra em janeiro.
No levantamento por regiões, o Nordeste teve o melhor desempenho no mês, com 28% das lojas apresentando crescimento. Em seguida, veio o Norte (25%), Centro-Oeste (22%) e Sudeste (21%). A região Sul foi a com o pior resultado no mês de fevereiro, onde apenas 14% das lojas tiveram aumento de vendas no período. De acordo com ela, o Norte e Nordeste são regiões que têm despontado em desenvolvimento.
Apesar dos números apresentados em fevereiro, 61% dos lojistas acreditam que devem ter acréscimo de vendas em março, sendo que os estabelecimentos do Centro-Oeste, Norte e Sul são os mais otimistas.
O levantamento revela ainda que 25% dos lojistas pretendem contratar novos funcionários em março. Já 49% dos entrevistados afirmam que devem fazer novos investimentos nos próximos 12 meses. Março é o melhor mês do ano, quando as coisas começam a ser retomadas, disse ela.
Apesar da retração apresentada em fevereiro, a Anamaco prevê que o setor encerre 2014 com crescimento de 7,2% contra os 4,4% registrados em 2013, quando faturou R$ 57,42 bilhões. O presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção da Grande Curitiba (Acomac), Ademir Kurten, acredita que as obras de infraestrutura é que vão alavancar o setor de material de construção em 2014.
O vice-presidente da área técnica do Sinduscon-PR, Euclésio Manoel Finatti, disse que a previsão é que a indústria de construção cresça de 4% a 4,5% neste ano no Paraná. Assim como Kurten, ele também prevê que as obras de infraestrutura impulsionem o setor neste ano. Haverá lançamentos imobiliários, mas não com a mesma velocidade de anos anteriores, disse.



