As vendas de materiais de construção tiveram um 2013 dentro do esperado pelas empresas do segmento. Apesar dos números de dezembro ainda não estarem fechados, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) apontou um crescimento de 3,8% entre janeiro e novembro em comparativo a 2012. No ano passado, as vendas haviam ascendido 1,9%, metade do percentual atual. No comparativo de novembro sobre outubro houve queda de 8,1% e, na comparação com o mesmo mês de 2012, pequena elevação de 1%.
De acordo com o presidente da Abramat, Walter Cover, o resultado acumulado das vendas de janeiro até novembro ficou pouco abaixo da previsão para o fechamento do ano, que aponta para uma expectativa de crescimento 4% em relação ao ano passado. "Atingir essa expectativa até o final do ano dependerá de uma pequena recuperação de vendas agora em dezembro, comparada a dezembro de 2012. O fator determinante para isso serão as vendas no segmento varejo", explicou ele.
As lojas do varejo que conversaram com a FOLHA acreditam que é possível fechar o ano com alta esperada pela entidade. A proprietária do Depósito São Marcos, Luciney de Oliveira Souza, disse que o ano foi bem positivo até agora. "Não posso reclamar, certamente as vendas foram melhores do que ano passado. A inadimplência também caiu, o que foi muito importante para nossa loja", relatou ela.
Ela comentou que, além do bom posicionamento da loja no mercado londrinense e os investimentos em propaganda, ações realizadas pelo Governo, como o Construcard, acabaram auxiliando nas vendas. "Quando o pessoal da Caixa segura o crédito, isso acaba influenciando, mas no geral o cenário está bom". Para 2014, ela acredita que precisará realizar um "trabalho árduo" para que o faturamento não caia. "Eventos como Copa do Mundo e eleições acabam tirando um pouco de foco dos nossos clientes no momento de construir".
Já o empresário Renan Romani, do Depósito Romani, salientou que sua loja deve fechar 2013 com o impressionante crescimento de 29%. Ele diz que como trabalha em uma rede associativa junto com outros depósitos, consegue comprar em conjunto e oferecer aos clientes melhores preços. "Temos um Centro de Distribuição em Londrina e o nosso custo operacional também é menor comparado aos homecenters. Em 2012 crescemos 25,7% e agora estamos acima disso. Desde minha inauguração, em 2002, estou conseguindo evoluir de forma substancial", comemorou.
Para 2014, ele acredita que os eventos programados para o Brasil devem frear a comercialização, mas mesmo assim o empresário projeta alta de 20%. "Hoje vendemos de tudo um pouco, parte elétrica, hidráulica, acabamento. O conceito da casa de material de construção mudou bastante", complementa Romani.

Acabamento
Os dados relativos a novembro mostram que o consumo foi maior no segmento dos produtos para acabamento, com expansão de 7,2% sobre o mesmo mês do ano passado. Em relação a outubro, houve recuo de 5,6%. No acumulado desde janeiro, as vendas cresceram 6,8%. Os materiais básicos tiveram saída 2,9% maior do que em novembro de 2012 e 9,9% menor do que em outubro último. No acumulado até novembro, foi registrada elevação de 2%.
A pesquisa da Abramat indica ainda que a contratação de pessoal ficou praticamente estável, com taxa de 0,3% sobre novembro do ano passado e de 0,2% sobre outubro último.

Imagem ilustrativa da imagem Vendas de materiais de construção crescem 3,8%
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