O setor editorial apresentou decréscimo real de 5,16% em 2014, já descontada a variação de 6,41% do IPCA do período. Isso significa, em números absolutos, 3 milhões menos livros vendidos no ano passado, passando de 480 milhões de exemplares em 2013 para 436 milhões em 2014, com redução de 9,23%. Os números são da pesquisa "Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro", realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL).
O desempenho é considerado o pior em uma década e foi impulsionado, principalmente, pelas vendas para o governo. Nessa área, as compras variam a cada ano, conforme as séries escolares contempladas pelo maior programa do país, o PNLD (Plano Nacional do Livro Didático), do governo federal. Esse programa comprou 31% menos livros em 2014, passando de 176 milhões a 121 milhões.
Considerando todas as esferas de governo (outros programas federais, além de Estaduais e municipais), as vendas caíram 21%, de 200 milhões de exemplares em 2013 para 158 milhões no ano passado. Desconsiderando as vendas para o governo, o setor editorial apresentou ligeiro crescimento real de 0,86%, com decréscimo de 0,81% no número de exemplares vendidos.

- O faturamento do mercado editorial, em 2014, foi de R$ 5,41 bilhões, contra R$ 5,36 bilhões em 2013

- Estados e municípios compraram bem menos que em 2013, passando de 10 milhões de livros a 3 milhões no ano passado


O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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