Vendas de genéricos crescem 77%
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sábado, 25 de janeiro de 2003
Agência Estado 
São Paulo Os medicamentos genéricos fecharam 2002 com vendas de 75 milhões de unidades, no valor de US$ 225 milhões, informou ontem o Grupo Pró-Genéricos Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos. Mesmo com o crescimento real do faturamento de 77,58% ante o resultado de 2001 (US$ 126,7 milhões), o segmento está longe de alcançar a meta proposta para 2003: representar 30% das vendas em unidades na área farmacêutica, que inclui as drogas de marca, as similares e as de venda livre (OTCs, Over The Counter). Em 2002, as vendas de genéricos representaram 7% do mercado de medicamentos em geral.
O presidente do Pró-Genéricos, Jairo Yamamoto, afirma que o objetivo poderá ser alcançado dentro de três anos. Para isso, porém, o segmento precisará do apoio do governo. ''O governo deve planejar formas de agregar consumidores. Há os que, por falta de renda, não conseguem comprar nem os genéricos, que custam 40% menos do que os de marca'', sublinha o executivo, que também preside o laboratório Medley, de Campinas (SP).
A Amoxicilina, do laboratório Eurofarma, foi o genérico mais vendido, com 5,1% de participação entre os dez mais comercializados, aponta a consultoria da área IMS Health, conforme fechamento em dezembro de 2002. Em seguida aparecem o Captopril, do Medley , com 3%; Atenolol, da Biosintética, com 2,7%; e Diclofenato Potássio, da Medley, com 2,5%.
Os genéricos começaram a ser comercializados no mercado brasileiro em abril de 1999. Hoje, há 730 tipos de genéricos registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dos quais 483 são comercializados na forma de 2.422 apresentações.
A base desses medicamentos são 253 princípios ativos, que pertencem a 57 classes terapêuticas. O parque nacional de indústrias de medicamentos genéricos é formado por 37 empresas.


