Vendas de espumante devem aumentar em 20%
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domingo, 02 de dezembro de 2007
Marianna Aragão<br>Agência Estado 
São Paulo - A proximidade das festas de fim de ano não é mais o único motivo de comemoração para os fabricantes nacionais de espumantes. Com as vendas da bebida cada vez menos dependentes da sazonalidade, eles celebram bons resultados o ano inteiro. Segundo dados da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), somente no primeiro semestre, a produção de espumantes no Brasil alcançou 2,245 milhões de litros, um crescimento de 15% ante o mesmo período do ano passado. Até o fim do ano, a expectativa é que a expansão chegue a 20%.
O reconhecimento da qualidade e a mudança de hábitos do brasileiro - que passou a consumir a bebida além das celebrações e festas de fim de ano - comandam esse crescimento e já colocam o espumante em posição privilegiada na briga com os concorrentes importados.
De acordo com a Uvibra, de janeiro a outubro deste ano a participação dos importados no mercado de espumantes chegou a 33,7%, ante 66,3% do produto nacional. No mesmo período de 2006, a bebida importada tinha 44,2% de market share. A brasileira, 55,8%. Desde a abertura de mercado, os estrangeiros vinham ganhando espaço nessa disputa, subindo sua participação de 30,4% (2001) para 37,4% (2006).
''De cada três garrafas de espumante vendidas hoje no Brasil, duas são nacionais'', diz o presidente da Vinícola Salton, Ângelo Salton. Nos últimos seis anos, a produção de espumantes na Salton subiu de 412 mil litros para 3 milhões de litros. Após investimentos de R$ 50 milhões, as vendas fizeram a bebida ganhar destaque no faturamento da empresa gaúcha. Este ano, responderá por 35% do negócio. Em 2001, eram apenas 6%. Segundo Salton, o crescimento este ano será de 20%.
A diminuição da sazonalidade nas vendas do produto é uma das grandes responsáveis pela nova realidade. Por causa do aumento do consumo em outros meses, o período do fim de ano não tem mais o mesmo peso nos resultados. Na Salton, hoje, as vendas de outubro a dezembro representam 30% do total anual. Em 2001, eram 60%.


