SÃO PAULO - A venda de Compact Discs superou as expectativas até dos empresários do setor no ano passado, quando o disco se firmou como o grande presente de Natal. O volume de LPs e CDs produzidos no País saltou de 71,2 milhões de unidades em 1995 para 95 milhões este ano, mas a participação dos CDs passou para 98% do total. ‘‘O mercado vem crescendo desde 1993, mas no ano passado foi acima das previsões, foi o maior da historia’’, diz o presidente da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), Manuel Camero.

A venda dos compact discs é impulsionada pelo crescimento do mercado dos aparelhos de CD, considerado artigo de luxo no Brasil até alguns anos atrás. Em 96 foram vendidos 881,8 mil aparelhos de janeiro a novembro, um número 16% maior do que no mesmo período do ano anterior.
O parcelamento em até 24 meses oferecido pelas grandes redes de eletrodomésticos tornou o aparelho mais acessível à população de renda mais baixa.
Nos últimos três anos, ao mesmo tempo que dobrou a venda de discos, o número de lojas caiu de 1,8 mil para 1,3 mil. ‘‘Muitas lojas ganhavam dinheiro com a inflação, e não souberam se adaptar à estabilidade’’, diz Camero. ‘‘As que sobreviveram devem estar muito bem, porque aproveitaram o crescimento do mercado’’, avalia.
O CD brasileiro sai das gravadoras por R$ 12,00 incluindo os impostos. Nas lojas, o preço médio é R$ 17,00, mas as variações são grandes de um lugar para outro, inclusive dentro do mesmo shopping center.

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