As concessionárias consultadas pela FOLHA em Londrina confirmaram a tendência de aumento dos números apresentados ontem pela Federação Nacional das Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No País, no primeiro semestre, as vendas do setor cresceram 10,16%. No comparativo com os primeiros seis meses do ano passado, a ascensão das vendas de veículos novos nas lojas da cidade variaram de 16% a 36%. O popular 1.0, independentemente da marca, continua sendo o favorito entre os consumidores, que buscam o financiamento no momento de fechar negócio.
O gerente comercial da Metronorte, revenda da Chevrolet, Vilson Domingos Bassetto, apontou um aumento de 36,84% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre de 2010 foram comercializados 551 carros novos na loja, contra 754 este ano. O maior salto aconteceu entre os meses de junho: de 69 para 145. ''Cerca de 70% dos automóveis que vendemos são financiados, sendo que em 40% dos casos o seminovo do cliente entra no negócio. 45% dos consumidores procuram nossos carros 1.0, com preços mais acessíveis'', calculou o gerente.
Eduardo Meneghetti, diretor comercial da Fiat Marajó, também ficou satisfeito com os números das duas concessionárias da marca em Londrina. O aumento em comparação ao primeiro semestre de 2010 é de 17,3%, num total de 2.340 veículos vendidos. ''Foi muito bom, já que nossa expectativa era fechar num crescimento de 10% a 12%. Tivemos uma migração de consumidores de outras marcas e também um trabalho forte com a nossa carteira de clientes. Cerca de 60% dos consumidores procuraram a linha 1.0 e a mesma percentagem optou pelo financiamento'', disse Meneghetti.
O diretor ressalta ainda que houve algumas fases este ano em que os preços dos veículos ficaram mais em conta do que no ano passado, marcado pela redução do IPI. ''A fábrica estava trabalhando com uma política de bônus'', finaliza.
Sidney Fonseca, gerente de vendas da Cipasa, que comercializa modelos Volkswagen, apontou um crescimento de 16% entre os dois semestres. Em 2010, a média de vendas era de 170 unidades por mês. Este ano, são pelo menos 25 veículos a mais. ''O poder de compra do brasileiro cresceu. A maioria dos carros que vendemos é financiado e da nossa linha 1.0'', comentou Fonseca.

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