Arquivo FolhaA líderA Kia Motors foi a empresa que mais vendeu no mês passado. Acima, o utilitário da marca, o SportageSÃO PAULO - As vendas de veículos importados em fevereiro aumentaram 43,5% em relação a janeiro, com a comercialização de 5.954 unidades. A Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva), representante de 21 importadoras, acredita que, mantidos os atuais patamares de vendas, há risco de faltar produtos no mercado. A entidade vai insistir para que o governo aumente de 50 mil para 100 mil a cota anual de carros que podem ser trazidos do exterior com alíquota de importação reduzida.
O acordo que estabelece as cotas vence em agosto e deverá ser renovado nos próximos meses, mas o governo não acena com qualquer possibilidade de alterar o volume de importados. Já a alíquota, atualmente em 35%, deve ser reduzida a 31,5%, o que pode resultar na queda de 2%, em média, nos preços dos veículos.
O secretário-executivo da Abeiva, Carlos Vilhena, acredita que o aumento das vendas seja resultado, em parte, da competitividade frente aos modelos nacionais, que estariam perdendo mercado devido aos reajustes.
A Abeiva representa as empresas que só importam automóveis, mas há também produtos sendo trazidos pelas montadoras nacionais - principalmente da Argentina, com alíquota zero - e pelas empresas que estão se instalando no País, como Renault, Chrysler, Toyota e Honda. Ao todo, importaram 220 mil veículos em 96.
Para este mês a entidade prevê importação de 5 mil a 6 mil veículos. No ano todo, a Abeiva mantém a previsão de 75 mil unidades, sendo que as 50 mil que estão dentro da cota pagarão 35% de imposto de importação (ou 31,5% a partir de agosto) e as demais, 63%. A Kia Motors, empresa que mais vendeu no mês passado, já ultrapassou sua cota.

mockup