SÃO PAULO - O comércio vendeu neste Carnaval até 50% mais em relação ao mesmo período do ano passado. Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) mostram que, entre sexta e terça-feira, o número de consultas para venda a prazo (SPC) cresceu 49,2% na comparação com os mesmos dias de 1996. Também as compras com cheque, à vista ou com pré-datado, aumentaram 6,8% em igual período, de acordo com o Telecheque.
Para o economista da ACSP, Marcel Solimeo, o desempenho não surpreendeu porque as vendas de qualquer período deste ano estão em um nível superior ao de 1996. É que, no ano passado, ainda estavam valendo as medidas restritivas do governo para conter os negócios do comércio, especialmente a prazo. Como a base de comparação é fraca, ressalta, os números deste ano acabam indicando crescimento.
Entre os dias 1º e 11 deste mês, a média diária de consultas para venda a prazo foi de 42.533, cerca de 45,5% maior em relação a igual período do ano passado. Nas vendas à vista, a média diária de consultas chegou a 41.050, com crescimento de 8,8% sobre os mesmos dias do ano anterior.
‘‘As vendas este mês estão mantendo o ritmo de janeiro’’, diz o dono da G. Aronson, Girsz Aronson. Apesar de não ter consolidado os números, ele conta que o que está puxando o faturamento é a venda de ventilador, freezer e geladeira por causa do calor.
BebidasAs vendas de cervejas e de refrigerantes neste carnaval superaram as expectativas dos distribuidores e supermercadistas. As cinco lojas da rede em São Paulo faturaram, com cervejas e refrigerantes, entre 20% e 30% mais sobre o carnaval do ano passado. ‘‘A nossa expectativa era crescer cerca de 10%’’, diz o gerente de operações da rede, Kiyoshi Taneno. Além do calor, ele atribui esse resultado à promoção, que possibilitou a venda do produto com redução de cerca de 20% no preço.
A Pananco Spal, fabricante de refrigerantes da marca Coca-Cola e distribuidora da cerveja Kaiser, confirma o crescimento de vendas. Segundo o vice-presidente comercial, Angel Testa, as vendas de cervejas e de refrigerantes no litoral paulista superaram as expectativas. Em fevereiro do ano passado, a empresa vendeu 8,5 milhões de litros de refrigerante no litoral paulista. Entre Capital, litoral e região de Campinas (SP) a expectativa era a de faturar neste carnaval cerca de 12 milhões de litros de refrigerante.
‘‘Foi um bom Carnaval’’, afirma o dono da rede de supermercados Peralta, com 22 lojas na Baixada Santista, Armando Peralta. As vendas de alimentos e bebidas cresceram entre 5% e 7% neste carnaval sobre igual período de 1996.
Para o presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), Omar Assaf, as vendas nos supermercados do litoral paulista foram um pouco melhores do que as do ano passado neste Carnaval. Mas, o fato de a festa ter caído no início de fevereiro, próximo do fim das férias escolares, atrapalhou os negócios porque o consumidor já tinha de menos dinheiro para gastar.

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