Vendas de alimentos processados
A Vapza Alimentos, de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), é uma das empresas paranaenses que despontam para a exportação. Aberta em 1995, a indústria produz alimentos pelo processamento de vegetais (tubérculos e grãos) e carnes cozidos a vapor. O processo permite cozinhar os alimentos dentro da própria embalagem, evitando o uso de conservantes e outros produtos químicos e aumentando a sua validade.
O primeiro produto foi a batata e hoje são mais de 20 opções, como mandioca, feijão, seleta de legumes, beterrada, soja, entre outros. Eles trabalham com as linhas varejo e food-service (para atender restaurantes).
A produção é de 600 a 700 toneladas/mês, das quais entre 3% e 4% são exportados, com previsão de chegar aos 5% até o final deste ano, segundo o gerente de comércio exterior Luiz Fernando Mion. No mercado nacional, o forte é São Paulo. Ele conta que as vendas ao comércio exterior começaram, timidamente, no ano passado e hoje atingem Venezuela e Angola.
Mion justifica que o país africano tem potencial forte de crescimento e uma boa aceitação de produtos brasileiros. Além da praticidade e da qualidade, ele destaca como vantagem o fato de os produtos da Vapza não precisarem de refrigeração.
A empresa paranaense também está em negociação para entrar nos mercados do Chile, Japão, Espanha, Portugal, Dubai, Estados Unidos e Costa Rica. ''Dubai deve funcionar como centro de distribuição em todo o Oriente Médio'', explica Mion. Ele considera a exportação um instrumento importante para as empresas equilibrarem a produção, principalmente em momentos de crise. A previsão de crescimento do faturamento da Vapza para este ano é de 26%. (G.M.)





