O conjunto de políticas econômicas adotadas pelo governo para aquecer a economia parece ter surtido efeito no comércio varejista brasileiro no último mês de agosto. O indicador da atividade mensal divulgado pelo Serasa Experian aponta um aumento de 13,4% em comparativo ao mesmo período do ano passado e leve incremento de 2% frente a julho deste ano. No acumulado de 2012, o setor varejista soma um avanço de 8,8%.
Dentre os seis segmentos avaliados, sem dúvida o que apresentou maior crescimento ante julho foi o de veículos, motos e peças, com um incremento de 11%. Isso porque, num primeiro momento, o prazo da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) vencia no dia 31 de agosto. Na sequência, os segmentos que mais evoluíram foram o de supermercados (2,5%), combustíveis (1,6%), vestuário e calçados (1%), material de construção (0,9%) e, por fim, móveis, eletroeletrônicos e informática (0,8%).
A Federação do Comércio do Paraná (Fecomércio-PR) ainda não fechou os números de agosto, mas afirma que o aquecimento do comércio no mês passado está ligado diretamente ''ao aumento de emprego e renda do consumidor, facilidades de financiamento, maior massa de salários e o mercado de trabalho aquecido''. A expectativa para o segundo semestre é um panorama melhor que nos primeiros meses do ano. Entre janeiro e junho, as vendas oscilaram muito no Estado: de -17,62% em janeiro, passando por 10,07% em março até permanecer praticamente estável em junho (-1,04%). Para a entidade, ''as variáveis sazonais típicas de final de ano favorecem as vendas do comércio'' a partir de agora.
No balanço da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), os números de agosto em comparação a julho acabaram maiores na cidade do que os da média nacional apresentada pelo Serasa Experian. A alta fechou na casa dos 5,8%. ''Ficamos surpresos com o número. O Dia dos Pais e o Londrina Liquida foram importantes para tal crescimento. Agora, para o final de ano, estamos com uma expectativa mais conservadora, entre 3% e 5% de incremento nas vendas'', avalia o presidente da Acil, Flávio Balan.
Vendas a prazo
As vendas a prazo, medidas pelo número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), cresceram 2,52% em agosto comparado com julho. Além disso, a inadimplência, medida pelo número de registros no SPC, caiu 4,14% na mesma comparação. ''Percebemos uma queda na inadimplência. Procuramos sempre salientar a importância do consumo consciente, não ultrapassando 30% do orçamento familiar. Nós queremos um consumidor perene, e não sazonal'', salienta Balan.
Para a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), no entanto, as vendas ainda continuam em um movimento de sobe e desce que vem sendo verificado desde o começo do ano. O dado positivo, porém, é que agosto foi o segundo mês consecutivo de alta. ''considerando-se a época do ano, espera-se que nos próximos meses essa tendência continue'', afirma a CNDL.

Imagem ilustrativa da imagem Vendas de agosto animam varejo para segundo semestre
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