Rio A suspensão, na última quinta-feira, das sobretaxas e quotas à importação de aço pelos Estados Unidos, que vigoravam desde março de 2002, não vai aumentar as exportações de produtos siderúrgicos brasileiros no curto prazo. As consequências práticas da medida, comemorada por todo o setor, só devem ocorrer a partir do segundo semestre do ano que vem, e não devem alterar as projeções para as vendas externas em 2004.
''A reconquista de mercado não acontece da noite para o dia. Perdemos cerca de US$ 100 milhões por ano enquanto vigorou a medida. Agora, não é só o Brasil que está voltando aos Estados Unidos, e a recuperação de mercado demanda tempo. Quem ficou de fora tem de fazer um esforço adicional para reconquistar clientes'', diz José Armando de Figueiredo Campos, presidente da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST) e do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).
Ele lembra que a reabertura norte-americana é apenas parcial. A Seção 201, que impôs as restrições, era uma dentre várias outras taxações pesadas à entrada de produtos siderúrgicos. ''Alguns produtos não terão nenhum alívio com a medida, como os laminados a quente e as chapas grossas de aço, por exemplo, que no Brasil são fabricados pela Usiminas, Cosipa e CSN'', relata o executivo. Segundo ele, esses produtos hoje têm tarifa média de 50% nos Estados Unidos, ''juntando medidas de subsídio e antidumping que não são removidos''.

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