Carmem Murara
As vendas na indústria paranaense para o varejo, que começaram o ano em queda e tiveram uma recuperação em março, voltaram a cair. Dados divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) apontam uma redução de 0,21% nas vendas em abril sobre o mês anterior. A queda é verificada ainda na média do quadrimestre em relação aos primeiros quatro meses do ano passado, com um índice negativo de 5,3%. Entre os 18 gêneros pesquisados todos os meses pela Federação, dez tiveram um desempenho negativo.
As vendas em fevereiro foram as piores do ano, com índice negativo de 10,4%. O resultado é atribuído ao primeiro mês do impacto da desvalorização do real frente ao dólar, no final de janeiro. Em março houve uma recuperação acentuada nas vendas, fechando o mês com um crescimento de 23,1%. Na comparação com o mesmo período no ano passado, os números foram negativos em todos os meses deste ano.
As vendas para o exterior foram as que apresentaram melhor desempenho. A desvalorização cambial tornou mais rentável a exportação. Em fevereiro, o crescimento nas exportações foi de 58,8% sobre janeiro. Em março houve um incremento de 0,8% e em abril foi de 4,9%. A exportação teve ainda um aumento de 31% se a comparação for feita entre abril deste ano e abril do ano passado.
As maiores quedas nas vendas foram nos setores de bebidas (-26,9%), mobiliário (-15,9%) e madeira (14,7%). Já os segmentos de vestuário (20,2%), editorial e gráfico (20,0%) e perfumaria (18,3%) foram os que tiveram o maior registro de vendas.
A queda nas vendas representa também uma redução no nível de emprego. A redução foi de 0,46% em abril sobre o mês anterior, o que representa o fechamento de 1.310 postos de trabalho em todo o Estado. A demissão se concentrou na indústria de matérias plásticas, alimentos e bebidas. As empresas que beneficiam madeira, couros e produtos químicos foram as que abriram vagas no Estado. As indústrias paranaenses estão trabalhando com a utilização de 76% de sua capacidade instalada.

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