O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Rodrigo da Rocha Loures, disse que as empresas exportadoras já estão sendo afetadas pelo aumento do custo do financiamento. Segundo ele, a alta volatilidade do câmbio tira a condição das empresas de planejarem negócios. O dirigente acredita que esse quadro deve se manter incerto até o começo de 2009.
Apesar de toda a turbulência econômica, ele acredita que ''é cedo para falar em redução da produção e em desemprego no Paraná. Mesmo com a crise, as vendas industriais do Paraná acumulam uma alta de 6% no ano. Para ele, a crise afeta mais as empresas exportadoras, mas as importadoras podem até se beneficiar.
O diretor presidente do Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade, Carlos Passos, disse que as primeiras medidas a tomar devem ser na órbita financeira para impedir que os bancos quebrem. Ele defendeu também medidas de apoio a economia real (setor produtivo) para manter investimentos e produção para a economia do Brasil não parar. Loures disse que deveria ser garantida a liquidez das empresas com financiamento da produção e dos investimentos.
Além disso, ele defendeu a ampliação do prazo para recolhimento de impostos e a desoneração total de tributos sobre os investimentos. Loures é favorável a estabilização do câmbio e a fixação de um patamar fixo para a moeda norte-americana. ''A estabilidade do câmbio é a estratégia principal para as empresas poderem exportar'', disse.

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